quarta-feira, 13 de maio de 2009

Barrichello aceita explicações da Brawn, mas avisa: ‘Continuo de olho aberto’

Depois de afirmar que “penduraria as chuteiras” se notasse na Brawn GP alguma proteção ao companheiro Jenson Button, Rubens Barrichello recuou e afirmou nesta terça-feira que não há boicote na equipe. Ainda assim, o brasileiro escreveu em seu site oficial que vai continuar atento ao comportamento da equipe na temporada.

- Continuo de olho aberto e com a faca nos dentes – afirmou o piloto no texto publicado nesta terça.

Rubinho confirmou que teve uma conversa com Ross Brawn, mas alegou que o chefe da equipe ficou tão surpreso quanto ele sobre o erro na estratégia de parada nos boxes. Pelos testes nos simuladores, a equipe achou que as três paradas de Rubinho seriam melhores que as duas de Button. Na corrida, deu errado. O inglês foi o primeiro, e o brasileiro, o segundo.

- Ross Brawn me disse que ficou tão surpreso quanto eu quando viu que duas paradas tinham sido melhores que as três. Prometeu fazer uma revisão do simulador de corrida – informou.

Além de comentar a estratégia da equipe, Barrichello atacou seus críticos.

- Essa meia dúzia de pessoas maldosas que dizem entender de carro de corrida e fazem polêmica é que são o problema. Eu convidaria essas pessoas para um papo, para saber se realmente entendem de F-1. Será que elas sabem como se liga um F-1 ou qual é a pressão de pneu de um carro de F-1? – questionou o piloto.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Button pode ser comparado a ídolos como Schumacher e Senna?

O britânico Jenson Button venceu mais uma corrida e lidera com tranquilidade o Mundial de Fórmula 1 com a Brawn GP.

O começo esmagador de Button lembra outros campeões, como Ayrton Senna, Michael Schumacher e Nigel Mansell, que ganharam tudo no começo do ano e terminaram campeões.

O piloto da Brawn GP já pode ser colocado no mesmo patamar de Senna e Schumacher, ou ainda tem muito o que mostrar?- Pela última vez: Barrichello não foi sacaneado. Foi, sim, mais lento. Por que Ross Brawn privilegiaria Button em detrimento de Rubens? Para não permitir a aproximação do concorrente ao título? O segundo na tabela é o próprio brasileiro!

- Até para Vettel a luta pelo título está cada vez mais distante. Ao que tudo indica, a emoção ficará a cargo de uma reação de Rubens Barrichello. Não riam

- A temporada europeia chegou e, diferentemente do que eu pensava, a Brawn continua na frente. Com folga

- Apostei na reação da Ferrari e ela veio. Mas veio tarde e não combinada com a decadência das rivais, principalmente da Brawn

- Brawn, Red Bull e, quem diria, Ferrari tendem a ser as forças dominantes até o fim do ano

- Piquetzinho, quando parecia que ia, empacou de novo. Dizem que ele tem contrato assegurado até junho. A ver

- Massa está perdendo a paciência com a Ferrari. Seu contrato acaba no fim do ano que vem. Teria em algum momento o brasileiro pensado em arrumar as malas? Mercado ele tem.

Button impõe domínio de campeão

O domínio de Jenson Button no início desta temporada dificilmente não fará do inglês o campeão mundial de 2009. A história nos diz. Depois da corrida, lembrei dos inícios arrasadores de Ayrton Senna em 1991 e Michael Schumacher em 1994, quando ambos venceram as quatro primeiras provas da temporada. Fui pesquisar. Até 1950, ano em que a Fórmula 1 começou a ser disputada no formato que conhecemos hoje. Além dessas performances fantásticas, ainda temos os exemplos de Nigel Mansell em 1992 e do próprio Schumacher em 2004, com cinco vitórias seguidas nas primeiras provas daqueles campeonatos. Historicamente ainda aparecem os registros dos começos animados de Jim Clark em 1963 (não ganhou a primeira, mas levou as quatro seguintes) e Jackie Stewart em 1969, ano em que o escocês voador venceu cinco das seis primeiras. Todos, sem exceção, foram campeões mundiais.

Então Button já pode pegar a taça e levar para casa? Ainda não. A história nos ensina também que, se é importante começar com tudo, é tão fundamental quanto manter a média durante o ano. Principalmente nas últimas décadas, quando os campeonatos passaram a acumular facilmente mais de 15 GPs – em 1963, por exemplo, Clark nem precisava se preocupar muito com a regularidade num ano que teve 10 corridas e ele já tinha vencido quase 50% delas; o mesmo pode ser dito do desafio de Stewart em 1969, ano com 11 provas.

Nas últimas décadas, porém, não foi tão fácil assim – a exceção fica por conta de 1992, quando Nigel Mansell passeou com a Williams "de outro planeta", apelido dado ao carro por Senna. As temporadas de 1991 e 1994 avisam a Jenson Button que é bom não deitar sobre os louros da vitória antes do tempo.

Primeiro exemplo: apesar do início destruidor de Senna em 1991, Nigel Mansell reagiu e fez um miolo de campeonato muito mais regular que o de Ayrton, que chegou a ficar cinco provas sem vencer enquanto Mansell levou três delas. Depois disso, o que parecia um passeio rumo ao título virou tensão para o brasileiro no meio do ano. A taça veio com o erro do estabanado Nigel no GP do Japão, mas chegou mais difícil que o anunciado no começo da temporada.

Segundo exemplo: em 1994, Schumacher quase teve uma úlcera antes de levar o primeiro de seus sete títulos. O alemão viu a enorme vantagem que tinha para Damon Hill se esfacelar depois de duas desclassificações e uma suspensão de duas corridas. Acabou vencendo por um ponto de vantagem depois de errar, jogar o carro para cima do rival e tirar os dois da pista.

Resumindo: Button é, sim, favoritíssimo, mas deve ficar esperto. E que ninguém ache que ele já levou, afinal, até nomes como Senna e Schumacher passaram sufoco quando não esperavam mais incômodo.

Mas vamos tranquilizar um pouco Button, que pode estar lendo esta coluna. Jenson, apesar dessas histórias quase trágicas, a seu favor pensam dois fatores importantíssimos: diferentemente daqueles anos, quando o vencedor marcava 10 pontos e o segundo colocado levava para casa 6, desde 2003 as regras mudaram (justamente em função do domínio de Schumacher em 2002) e a tabela virou para 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1, premiando até o oitavo colocado e privilegiando a regularidade em detrimento das vitórias. Tudo o que você poderia querer. Só para ter ideia de sua vantagem: se Barrichello quiser assumir a ponta da tabela e chegar em segundo durante todas as provas a partir de agora, Rubens levará sete provas para alcançá-lo. Sete. Vettel levaria nove GPs, e Hamilton, seu último virtual candidato ao caneco, não conseguiria descontar os 32 pontos de diferença apenas tirando de dois em dois. O mesmo vale para Massa e Raikkonen. Portanto, relaxe e continue guiando assim que você chega lá. Não precisa agradecer o apoio. Só arrume umas entradinhas para mim e para os nobres leitores na festinha do título que fica tudo certo.

Confira a Classificação GP da Espanha

1. Jenson Button - BrawnGP, 1h37:19.202
2. Rubens Barrichello - BrawnGP, + 13.0 seg
3. Mark Webber - Red Bull, + 13.9
4. Sebastian Vettel - Red Bull, + 18.9
5. Fernando Alonso - Renault, + 43.1
6. Felipe Massa - Ferrari, + 50.8
7. Nick Heidfeld - BMW, + 52.3
8. Nico Rosberg - Williams, + 65.2
9. Lewis Hamilton - McLaren, + 1 volta
10. Timo Glock - Toyota, + 1 volta
11. Robert Kubica - BMW, + 1 volta
12. Nelsinho Piquet - Renault, + 1 volta
13. Kazuki Nakajima - Williams, + 1 volta
14. Giancarlo Fisichella - Force India, + 1 volta

Não completaram:
Kimi Räikkönen, Ferrari
Heikki Kövalainen, McLaren
Jarno Trulli, Toyota
Sebastien Buemi, Toro Rosso
Sebastien Bourdais, Toro Rosso
Adrian Sutil, Force India

domingo, 10 de maio de 2009

Jenson Button elogia Barrichello e comemora quarta vitória em 2009

O inglês Jenson Button é o nome da vez na Fórmula 1. O piloto da Brawn venceu, neste domingo, o GP da Espanha, e chegou a quatro triunfos em cinco corridas. Com um desempenho absolutamente fantástico na temporada 2009, Button já se distancia dos rivais na classificação do Mundial de Pilotos e começa a surgir como grande favorito ao título.

Feliz com o resultado em Barcelona, o inglês comentou a mudança de estratégia que valeu sua vitória e disse que, apesar do sucesso, a corrida foi muito difícil.

- Nós dois (Button e Barrichello) estávamos indo com essa direção de três paradas nos boxes, mas depois eles (equipe) me mudaram para duas paradas. Meu carro estava muito pesado, mas consegui ser o mais consistente possível. Com o safety car, você fica muito limitado, e havia muita sujeira na pista. Era muito difícil pensar em uma estratégia ali. Voltar à Europa e vencer em Barcelona me dá muita confiança para o restante da temporada - disse na coletiva transmitida pelo SporTV.

Button também não poupou elogios ao companheiro de equipe, o brasileiro Rubens Barrichello, que terminou a prova na segunda colocação e garantiu a dobradinha da Brawn. O acidente que ocasionou quatro abandonos (Trulli, Bourdais, Buemi e Sutil) na primeira volta também foi destacado pelo vencedor.

- Eu achei que meu começo foi bom, mas o Rubens simplesmente voou, e eu não pude fazer nada quanto a isso. Ele simplesmente me ultrapassou e mostrou o talento que ele possui. Quanto à batida, eu não vi nada. Só soube pelo rádio que estavam carros voando por todo o circuito, e houve a entrada do safety car - completou.

Largada também é marcada por acidente entre quatro carros

A largada não foi tranquila, apesar dos ponteiros terem passado sem problemas por ela. No trecho entre a segunda e a terceira curvas de Barcelona, um forte acidente, que envolveu quatro carros, provocou a única entrada do safety car durante o GP da Espanha.

Jarno Trulli acabou fora da pista para tentar evitar Nico Rosberg, mas rodou e voltou atravessado à pista. O italiano da Toyota foi colhido violentamente pela Force India de Adrian Sutil. Logo atrás, Sebastien Buemi tentou evitar o acidente, mas acabou acertado pelo companheiro de STR, o francês Sebastien Bourdais. Lewis Hamilton, da McLaren, assistiu à toda a confusão de "camarote" e evitou, com muita habilidade, os destroços da colisão.

O acidente causou um período de quatro voltas com o safety car na pista. Após a relargada, Felipe Massa, que ganhou a posição de Sebastian Vettel na largada, se manteve à frente, limitando o ritmo do alemão da RBR. Os dois pararam juntos durante a primeira rodada de pit stops, mas a Ferrari conseguiu manter o brasileiro em terceiro.

O segundo trecho da corrida teve o mesmo enredo, com apenas um personagem novo. Mark Webber, companheiro de Sebastian Vettel, se aproximou do duelo entre o alemão e Felipe Massa. O australiano parou mais tarde, enquanto os dois fizeram pit stops simultâneos novamente. Com o tempo ganho quando teve pista livre, ele ganhou as posições de Massa e Vettel e assegurou o terceiro lugar.

A quatro voltas do fim, Felipe Massa cedeu a posição para Sebastian Vettel. Graças a um erro da Ferrari no segundo pit stop, o brasileiro teve de economizar combustível para completar a corrida. Na última volta, ele foi superado por Fernando Alonso, quando já era o piloto mais lento da pista. O piloto da equipe italiana se arrastou até a linha de chegada na sexta posição e a gasolina acabou poucos metros após o fim da prova.

Largada excepcional de Barrichello não assegura vitória

A largada do GP da Espanha parecia apontar que a vitória iria parar em outras mãos neste domingo. Rubens Barrichello saiu melhor e ultrapassou Jenson Button por fora na primeira curva. Com uma volta a mais de combustível e indo para três paradas, parecia que o brasileiro iria ter tranquilidade rumo ao primeiro triunfo do ano. Ele só não contava com a mudança de estratégia do inglês, que decidiu fazer um pit stop a menos.

O brasileiro liderou com folga todo o primeiro trecho da corrida em Barcelona. Após a rodada inicial de pit stops, Barrichello voltou mais leve e cerca de oito segundos à frente de Jenson Button. Ele começou a andar rápido, fazendo voltas cada vez mais rápidas, já que teria de parar uma vez a mais que o inglês. Inclusive, terminou com a melhor da corrida, 1m22s762, registrada neste período da prova, na 28ª passagem.

No momento de seu segundo pit stop, Rubens Barrichello tinha quase 15 segundos de vantagem sobre Jenson Button e retornou à pista sete atrás do inglês. No entanto, o ritmo do brasileiro depois da parada não era mais o mesmo. Ele perdeu terreno e não conseguiu marcar os tempos que o permitiriam voltar da última entrada nos boxes na frente.

O brasileiro fez seu terceiro pit stop apenas uma volta depois de Jenson Button e não teve condições de recuperar a desvantagem. Barrichello terminou a corrida 13 segundos atrás do companheiro de equipe, que teve um último trecho tranquilo, sem ser ameaçado.

Com melhor estratégia, Button vence a quarta do ano no GP da Espanha

Com uma tática de uma parada a menos que Rubens Barrichello, Jenson Button venceu a quarta corrida na temporada 2009 no GP da Espanha. O inglês da Brawn GP mudou a estratégia no momento da primeira rodada de pit stops e fez um segundo trecho mais longo que os adversários. O brasileiro, seu companheiro de equipe, tentou andar rápido com os pneus macios, mas não abriu a vantagem necessária para continuar na frente.

Mark Webber, com uma boa tática de duas paradas, superou Felipe Massa e Sebastian Vettel, que estavam em terceiro e quarto desde a largada. O australiano da RBR ainda pressionou Rubens Barrichello no fim, mas se contentou com o último lugar do pódio em Barcelona. Felipe Massa, graças a um erro da Ferrari, que colocou menos gasolina, teve de segurar o ritmo no fim para conseguir completar a corrida e teve de ceder a quarta posição a Sebastian Vettel e a quinta a Fernando Alonso, que escapou do acidente que envolveu quatro carros na largada.

O alemão Nick Heidfeld, da BMW Sauber, chegou a pressionar o espanhol Alonso, mas acabou na sétima posição. Nico Rosberg, da Williams, completou a lista dos pilotos que chegaram na zona de pontuação, em oitavo. Em uma corrida discreta, Nelsinho Piquet, da Renault, foi apenas o 12º colocado, a uma volta do vencedor Jenson Button.

Com a quarta vitória em cinco corridas, Jenson Button ampliou sua vantagem sobre Rubens Barrichello para 14 pontos no campeonato. Com a quarta posição de Sebastian Vettel, o brasileiro aumentou a folga de um para quatro. A próxima corrida da temporada 2009 será disputada no dia 24 de maio, o tradicional GP de Mônaco, nas ruas do principado.

sábado, 9 de maio de 2009

Confira o Grid de Largada GP da Espanha

1 J. Button (ING) Brawn 1m20s527
2 S. Vettel (ALE) RBR 1m20s660
3 R. Barrichello (BRA) Brawn 1m20s762
4 F. Massa (BRA) Ferrari 1m20s934
5 M. Webber (AUS) RBR 1m21s049
6 T. Glock (ALE) Toyota 1m21s247
7 J. Trulli (ITA) Toyota 1m21s254
8 F. Alonso (ESP) Renault 1m21s392
9 N. Rosberg (ALE) Williams 1m22s558
10 R. Kubica (POL) BMW Sauber 1m22s685
11 K. Nakajima (JAP) Williams 1m20s531
12 N. Piquet (BRA) Renault 1m20s604
13 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber 1m20s676
14 L. Hamilton (ING) McLaren 1m20s805
15 S. Buemi (SUI) STR 1m21s067
16 K. Raikkonen (FIN) Ferrari 1m21s291
17 S. Bourdais (FRA) STR 1m21s300
18 H. Kovalainen (FIN) McLaren 1m21s675
19 A. Sutil (ALE) Force India 1m21s742
20 G. Fisichella (ITA) Force India 1m22s204

Raikkonen e Kovalainen caem fora ainda na primeira parte

A principal surpresa da primeira parte do treino classificatório (Q1) foi a eliminação de Kimi Raikkonen, da Ferrari, que vai largar apenas em 16º. O finlandês marcou seu tempo ainda no início da sessão e teve seu carro recolhido aos boxes da equipe italiana com apenas cinco voltas, o piloto que menos andou neste trecho. Após sair do cockpit, ele reclamou muito do time, que o teria deixado fora da pista durante muito tempo.

Heikki Kovalainen mostrou que a McLaren ainda precisa trabalhar muito para evoluir na temporada. O finlandês marcou apenas o 18º tempo, à frente apenas de Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella, a dupla da Force India, que formará a última fila na corrida deste domingo. Sebastien Bourdais, da STR, superou o piloto da McLaren no fim da primeira parte e sai em 17º lugar.

Nelsinho Piquet conseguiu seu melhor treino classificatório do ano e ficou a menos de um décimo do companheiro Fernando Alonso na segunda parte do treino (Q2), com 1m20s604. O brasileiro da Renault acabou fora da superpole, mas conseguiu mostrar à equipe que consegue andar no ritmo do espanhol bicampeão. Ele vai largar na 12ª posição na corrida deste domingo em Barcelona.

Lewis Hamilton, atual campeão mundial, também não conseguiu vaga na superpole. O inglês, aliás, ficou bem longe disso, com a 14ª posição no grid de largada deste domingo. O desempenho dos pilotos da McLaren ficou muito aquém do esperado, após a reação nos últimos GPs, na China e no Bahrein.