quinta-feira, 30 de abril de 2009

FIA anuncia teto orçamentário para equipes na Fórmula 1

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quinta-feira a criação de um teto orçamentário para as equipes da Fórmula 1 a partir de 2010. De acordo com a regra aprovada entidade, o limite de gastos será de 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões) anuais. Atualmente, as maiores equipes gastam pelo menos oito vezes este valor.

As escuderias poderão optar pela adesão ao sistema. Quem adotá-lo terá vantagens técnicas, como motores sem limitação de giros e asas móveis, além de testes ilimitados e uso de túnel de vento em larga escala. Com isso, a FIA pretende equilibrar as forças entre as equipes com orçamentos ilimitados e as que optarem pelo teto.

A entidade esclareceu nesta quinta-feira que gastos com salários de pilotos, compra de motores e marketing não entraram na conta dos R$ 130 milhões. Assim, é possível que equipes consideradas de ponta considerem adotar o teto orçamentário.

Além de conter os gastos das equipes em tempos de crise financeira mundial, a medida aprovada nesta quinta tem como intenção promover a entrada de novas escuderias na Fórmula 1. Para isso, o limite de carros no grid aumentou de 24 para 26, o que abriria lugar para mais três equipes já na próxima temporada. Só 20 carros disputam a temporada deste ano.

Entre os principais interessados em ingressar no Mundial estão a USGPE - equipe norte-americana -, a iSport, da GP2, e a Prodrive, comandada por David Richards, ex-chefe da BAR.

A lista de interessados tende a crescer, sobretudo porque a FOM, empresa comandada por Bernie Ecclestone, já anunciou que haverá incentivos financeiros e técnicos para os interessados em ingressar na categoria. A FIA publicará a lista de novas equipes aceitas no Mundial em dia 12 de junho; o prazo para inscrições será entre 22 e 29 de maio.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

FIA pune McLaren por 3 corridas, mas deixa pena em suspenso

O Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) suspendeu hoje a McLaren por três corridas por ter mentido aos comissários do órgão durante o Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1, mas a pena não será aplicada de imediato.

Segundo a FIA, a punição entrará em vigor caso apareçam novos elementos relacionados ao caso ou se a McLaren voltar a violar as regras da Fórmula 1 nos próximos 12 meses.

O Conselho Mundial levou em conta a atitude "aberta e honesta" do chefe de equipe da McLaren, Martin Whitmarsh, que expressou à FIA a "mudança de cultura" ocorrida na organização da escuderia.

Único representante da McLaren a ter comparecido perante o Conselho Mundial, Whitmarsh reconheceu ter cometido erros e apresentou suas desculpas à organização.

Diante disso, o Conselho "considera que suspender a aplicação da pena é o apropriado", indicou a FIA em comunicado.

A McLaren respondeu a cinco acusações de violação do regulamento da FIA por ter mentido aos comissários de corrida durante o GP da Austrália, em 29 de março.

Nessa corrida, a escuderia disse que um de seus pilotos, o inglês Lewis Hamilton, não tinha recebido ordens de equipe para ser ultrapassado pelo italiano Jarno Trulli, da Toyota, durante bandeira amarela.

No final da prova, Trulli foi punido pela ultrapassagem e perdeu o terceiro lugar na corrida para Hamilton.

Entretano, as gravações das ordens da McLaren comprovaram que o piloto inglês tinha recebido ordens para deixar Trulli passar, algo que a McLaren negava.

Os comissários devolveram ao italiano seu lugar no pódio e puniram Hamilton.

Finalmente, a escuderia inglesa admitiu a mentira e colocou toda a responsabilidade em seu diretor esportivo, Dave Ryan, que foi demitido do cargo.

Desde então, a McLaren mostrou uma atitude conciliadora e obrigou Hamilton a realizar uma entrevista coletiva para pedir perdão e anunciar que acataria qualquer punição que lhe fosse imposta.

Esta não é a primeira vez que a escuderia passa diante dos juízes da FIA. Há dois anos, a McLaren, ainda dirigida por Ron Denis, recebeu multa de 100 milhões de euros e perdeu todos os pontos do Mundial de Construtores por um caso de espionagem contra a Ferrari.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Presidente da Ferrari afirma que Schumacher não quis ser chefe da equipe

O heptacampeão Michael Schumacher disse não à Ferrari. Calma, o alemão não está desdenhando a equipe pela qual correu 11 temporadas e conquistou cinco títulos. O maior vencedor da história da Fórmula 1 apenas recusou o cargo de chefe de equipe, segundo o presidente da escuderia, Luca di Montezemolo.

- Michael faz parte de nossa história e de nossa família. Ofereci a ele o posto de Jean Todt (que foi chefe da equipe entre 1993 e 2007) e ele disse não. Mas aceitou trabalhar como consultor e para o desenvolvimento dos veículos de rua – afirmou o italiano.

Luca di Montezemolo disse que a fase da Ferrari na atual temporada é um reflexo de o time ter lutado com a McLaren pelo título "até a última curva da última volta" de 2008. Com isso, o tempo para preparar o novo carro ficou curto. Mesmo assim o presidente da Ferrari, que também concentra o título na Associação dos Times de Fórmula 1 (FOTA) e da Fiat, demonstra otimismo e disse que espera ver uma Ferrari no pódio "em breve".

Jenson Button: ‘RBR ultrapassou a gente’

O inglês Jenson Button disparou na liderança do mundial de Fórmula 1. Com a vitória no Bahrein, o piloto da Brawn GP pulou para 31 pontos e abriu 12 de vantagem sobre seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello. Apesar da conquista no Oriente Médio, o líder da temporada reconhece que o BGP001 já não é mais o melhor carro do grid.

- Esta vitória (no Bahrein) foi muito boa, porque não esperávamos ganhar depois de uma má classificação no sábado. Todas as equipes melhoraram e eu acho que a RBR, atualmente, nos ultrapassou. Então esta conquista foi ótima e o crédito vai para todos na equipe. Essas semanas longe de casa foram difíceis para todos nós – afirmou.

Button acredita que a Brawn GP pode recuperar a hegemonia do começo do ano na parte europeia da temporada, com a atualização de algumas peças aerodinâmicas.

- Têm partes do carro que já estão ficando muito velhas. Então podemos voltar para a Europa, atualizar esses itens, adicionar um novo kit aerodinâmico e, quem sabe, avançar – analisou.

domingo, 26 de abril de 2009

Confira a classificação GP Bahrein

1. Jenson Button (Brawn), 10 pontos
2. Sebastien Vettel (Red Bull), 8 pontos
3. Jarno Trulli (Toyota), 6 pontos
4. Lewis Hamilton (Mclaren), 5 pontos
5. Rubens Barrichello (Brawn), 4 pontos
6. Kimi Raikkonen (Ferrari), 3 pontos
7. Timo Glock (Toyota), 2 pontos
8. Fernando Alonso (Renault), 1 pontos
9. Nico Rosberg (Williams)
10. Nelson Piquet Jr. (Renaul)
11. Mark Webber (Red Bull)
12. Heikki Kovalainen (Mclaren)
13. Sebastien Bourdais (Toro Rosso)
14. Felipe Massa (Ferrari)
15. Giancarlo Fisichella (Force India)
16. Adrian Sutil (Force India)
17. Sebastien Buemi (Toro Rosso)
18. Robert Kubica (BMW)
19. Nick Heidfeld (BMW)
20. Kazuki Nakajima (Williams, não terminou)

Trulli lamenta: 'A corrida foi boa, mas eu esperava um pouco mais'

Em função do bom desempenho nos treinos classificatórios, a Toyota chegou a ser apontada como a grande favorita para o GP de Bahrein. No entanto, depois de conquistar a pole position, Jarno Trulli lamentou ter ficado "apenas" com o terceiro lugar. De acordo com o italiano, a largada foi determinante para o resultado final.

- Fiquei um pouco desapontado. Eu tive dificuldade na largada e isso me custou algumas posições. Foi uma luta muito grande. Não estava com um carro tão bom quanto no treino classificatório. Agora é ver o que precisa ser melhorado e esperar pela próxima corrida - avaliou Trulli.

Depois de parar nos boxes para reabastecer, Trulli retornou às pistas atrás de Vettel e Button, classificação que se manteve até o fim da corrida.

- Eu larguei bem, mas o motor não respondeu da maneira que eu imaginava e perdi a primeira posição para o Glock. Estava lutando muito com o carro, forcei o motor. A corrida foi boa, mas eu esperava um pouco mais. Eu preciso conversar com meus engenheiros, mas de forma geral foi um ótimo trabalho, tanto que me colocou aqui no pódio. As coisas poderiam ter saído um pouco melhor, mas fizemos o possível - finalizou.

Os carros voltam às pistas no dia 10 de maio para dar início à sequência de provas europeias. A primeira delas será o GP de Barcelona, na Espanha.

Button desbanca Toyota no Bahrein e vibra: 'Foi um prazer correr aqui'

O grande favorito para a conquista do título da temporada 2009 da Fórmula 1 começa a ser definido. Com o triunfo no GP do Bahrein, neste domingo, o inglês Jenson Button, da Brawn, chegou a sua terceira vitória em quatro corridas e lidera com folga o Mundial de Pilotos (31 pontos contra 19 do segundolugar, Rubens Barrichello). O britânico conseguiu superar o favoritismo da Toyota no circuito de Sakhir e não escondeu a alegria com o feito.

- No começo da corrida eu sabia que a dificuldade seria grande. As Toyotas mostraram muita força no treino classificatório, e eu não tinha ido muito bem. Entretanto, minha largada foi muito boa e eu consegui manter um bom ritmo na frente após a primeira parada nos boxes. Estou muito feliz e acho que a equipe tem de estar orgulhosa com o que fizemos hoje (domingo). Foi um prazer correr aqui (no Bahrein) - vibrou Button, na coletiva oficial transmitida pelo SporTV.

Nelsinho Piquet faz corrida regular e arranca elogios da equipe Renault

Após o décimo lugar no GP do Bahrein, Nelsinho Piquet foi elogiado até pela equipe Renault, que o criticou muito após as duas primeiras corridas. O brasileiro fez uma corrida consistente em Sakhir, sem erros, que o deixaram apenas duas posições atrás do companheiro, o bicampeão Fernando Alonso.

- Nelsinho fez uma excelente corrida hoje, vindo de trás e pilotando agressivamente e com consistência - diz Flavio Briatore, o chefe da equipe.

- Ele sempre virou tempos de volta muito parecidos aos obtidos por Fernando Alonso - completa Pat Symonds, diretor de engenharia.

Aliviado, o brasileiro comemorou o bom resultado na corrida, que tira um pouco da pressão de seus ombros antes do início da temporada européia da F-1.

- Consegui ganhar posições na primeira volta, que era minha meta porque haviam carros mais pesados a minha frente. O ritmo de prova era bom, consegui me defender e atacar nos momentos certos. A equipe trabalhou bem e, considerando que foi uma prova quase sem abandonos, foi uma perfomance sólida. Era justamente o que precisávamos. Agora temos que seguir trabalhando para evoluir o carro para as próximas etapas - diz Nelsinho.

Ultrapassagem sobre Hamilton decide futuro de Button na prova

Na largada, Jarno Trulli, mais pesado, perdeu a liderança para Timo Glock. Mais atrás, Lewis Hamilton usou o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers) da McLaren para superar Sebastian Vettel e Jenson Button antes da primeira curva. O líder do campeonato também superou o alemão da RBR. Mais atrás, Felipe Massa era espremido por Kimi Raikkonen e Rubens Barrichello. O brasileiro da Ferrari perdeu um pedaço da asa dianteira, o que forçou um pit stop prematuro e o fim de suas chances na corrida.

Na volta seguinte, Button pressionou Hamilton na reta dos boxes e fez uma brilhante ultrapassagem ao frear mais tarde na primeira curva. O inglês da Brawn, entçao, teve pista livre para reduzir a vantagem das Toyotas de Trulli e Glock. Mais pesado que os rivais, Vettel ficou preso atrás de Hamilton até a primeira rodada de pit stops.

Glock liderou a corrida com facilidade no início, mas seu pit stop, na 11ª volta, o fez voltar no meio do tráfego. O alemão também teve muitas dificuldades com os pneus médios, o que tirou suas chances de vitória. Trulli tinha duas voltas de combustível a mais que o companheiro e perdeu tempo em uma disputa com Fernando Alonso após a parada. Isto tudo ajudou Jenson Button, que voltou à frente após seu pit, na 15ª passagem.

Vettel parou na volta 19, mas sua vantagem foi suficiente apenas para superar Lewis Hamilton. O alemão da RBR voltou atrás de Jarno Trulli, que perdia cerca de um segundo por volta em relação a Button por causa dos pneus médios. Ele não conseguiu ultrapassar o italiano da Toyota, o que deixou o inglês da Brawn com uma distância confortável na liderança da prova.

Após o primeiro pit stop, Rubens Barrichello voltou atrás de Nelsinho Piquet, que estava mais lento e com estratégia diferente. Após uma disputa ferrenha, que incluiu várias reclamações, ele superou o compatriota da Renault. Duas voltas depois foi a vez de Timo Glock ser ultrapassado. O piloto da Brawn era o mais rápido, mas a equipe decidiu mudar a tática para três paradas, o que se revelou um erro.

Mais à frente, Vettel só conseguiria a ultrapassagem sobre Trulli após a segunda rodada de pit stops. No entanto, a vantagem de Button já estava em 12 segundos, o que tornava impossível qualquer tentativa do piloto da RBR. A terceira parada de Barrichello quase colocou o brasileiro em sétimo, mas ele conseguiu manter o quinto lugar após dividir a primeira curva com Kimi Raikkonen. Com isso, Hamilton ficou tranquilo em quarto, sem ser ameaçado.

Nas últimas voltas, Jenson Button apenas administrou a liderança e ainda chegou sete segundos à frente de Vettel. Na briga pela oitava posição, Fernando Alonso conseguiu superar Nico Rosberg no fim e marcou um ponto para a Renault.

Brawn acerta na tática, e Jenson Button vence pela 3º vez em 2009

Mesmo com a ameaça de reação das outras equipes, Jenson Button chegou à sua terceira vitória em quatro provas e reafirmou o domínio da Brawn GP na temporada 2009. Após apostar em uma tática inteligente da equipe, o inglês assumiu a liderança do GP do Bahrein na primeira janela de pit stops e teve pista livre para abrir uma confortável vantagem. Sebastian Vettel, da RBR, lucrou com a aposta em um primeiro trecho mais longo e assegurou a segunda posição. Jarno Trulli, da Toyota, pole position da corrida, completou o pódio, em terceiro.

Lewis Hamilton fez uma corrida conservadora e garantiu a quarta posição, à frente de Rubens Barrichello, da Brawn GP. A equipe apostou em uma tática de três paradas para o brasileiro, que ganhou uma posição em relação à sua largada. No entanto, com a vitória de Button, ele viu sua desvantagem em relação ao companheiro de equipe aumentar de seis para 12 pontos.

- Conseguimos alguns pontos valiosos, mas foi uma corrida dura para mim. Perdi muito tempo atrás de Piquet após meu primeiro pit stop e foi uma pena pois comprometeu meu plano de corrida. Fomos para uma estratégia de três paradas e decidimos antecipar o segundo pit stop pois estava preso atrás de Hamilton. Parece que a sorte está para o lado de Button no momento e parabéns para ele e para o time. Espero que a minha vez chegue logo - diz Barrichello.

Kimi Raikkonen marcou os primeiros pontos da Ferrari com o sexto lugar, mas não impediu o pior início de temporada da história da equipe. O time vermelho precisava, pelo menos, de uma quarta posição, mas o problema com Felipe Massa na largada estragou a estratégia da equipe. O brasileiro foi apenas o 14º na corrida, uma volta atrás.

- Tive vários problemas durante toda a corrida. Minha telemetria não estava funcionando para a equipe nos boxes e meu Kers não estava funcionando. Estava sem ele na largada, por isso acabei no sanduíche entre Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen. Perdi um pedaço da asa dianteira, mas não conseguia ver. Troquei a peça, mas a corrida já estava perdida. Não pude fazer muito com o tráfego lá atras - diz Felipe Massa.

Timo Glock, que largou na segunda posição, caiu bastante ao longo da prova e chegou a ficar fora da zona de pontuação durante um bom tempo. O alemão da Toyota conseguiu se recuperar no fim, terminando em sétimo, uma posição à frente do bicampeão Fernando Alonso, que marcou um ponto para a Renault com o oitavo lugar. Nelsinho Piquet, seu companheiro de equipe, fez uma corrida correta, sem erros, e finalizou na décima posição.

- Consegui ganhar posições na primeira volta, que era minha meta porque haviam carros mais pesados a minha frente. O ritmo de prova era bom, consegui me defender e atacar nos momentos certos. A equipe trabalhou bem e, considerando que foi uma prova quase sem abandonos, foi uma perfomance sólida. Era justamente o que precisávamos. Agora temos que seguir trabalhando para evoluir o carro para as próximas etapas - diz Nelsinho.

Após sua terceira vitória em 2009, Jenson Button chegou aos 31 pontos, 12 à frente do companheiro Rubens Barrichello. O brasileiro perdeu terreno em relação à Sebastian Vettel, da RBR, que tem apenas um a menos que ele: 19 a 18. Jarno Trulli tem 14,5 e Timo Glock, ambos da Toyota, 12. A próxima corrida será o GP da Espanha, em Barcelona, no dia 10 de maio.