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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jackie Stewart lembra: 'Há 40 anos britânicos não venciam em sequência'

A Grã-Bretanha está em festa com o título de Jenson Button. De ex-pilotos a políticos, todos querem parabenizar o novo campeão da Fórmula 1. Dono de três títulos mundiais (1969, 1971 e 1973), Jackie Stewart lembra que desde que comemorou sua primeira conquista na categoria que o país não conquistava dois campeonatos consecutivos.

- Parabéns a Jenson Button, ele fez tudo o que tinha que fazer hoje. Não poderia estar mais feliz por ele. Há 40 anos que dois pilotos britânicos não vencem o campeonato consecutivamente. Na época, eu tirei o título de Graham Hill e agora ele sucede Lewis Hamilton. Button deve estar muito feliz. Acredito que as decepções que ele teve antes na vida e o fato de não ter despontado antes, colocaram Button em uma posição muito confortável agora. Vamos ver muito mais de Button e da Brawn no futuro – disse Stewart ao site inglês "SportingLife".

Chefe-executivo da Associação de Automobilismo, Colin Hilton também comemorou a vitória do compatriota e parabenizou os dirigentes da Brwan GP.

- Jenson fez um trabalho fantástico nesse ano e todos estamos encantados com ele. Para nós, que acompanhamos sua carreira, sempre foi claro que ele tinha o necessário para ser campeão. A equipe, obviamente, lhe deu o equipamento certo nesta temporada e ele respondeu espetacularmente. A Brawn alcançar tanto em apenas 12 meses é uma conquista memorável e comprova a eficácia da liderança de Ross Brawn e Nick Fry, além de também ratificar o nível da indústria motora esportiva neste país, uma área que a Grã-Bretanha claramente lidera no mundo.

Ministro do Esporte britânico, Gerry Sutcliffe falou sobre a importância do título de Button para o país e para o desenvolvimento do esporte.

- É uma conquista incrível para Jenson Button, comprovar seu potencial e responder aos críticos para se tornar o décimo britânico campeão da Fórmula 1. Somos privilegiados por ter dois pilotos que competem em alto nível e tantos construtores que mantêm suas sedes na Grã-Bretanha. Espero que novas gerações queiram seguir os passos de Jenson e Lewis.

McLaren e Jarno Trulli são multados pela FIA por incidentes em Interlagos


A McLaren foi multada em 50 mil dólares e o italiano Jarno Trulli, da Toyota, em 10 mil dólares pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) devido aos incidentes em que se envolveram no Grande Prêmio do Brasil, neste domingo.

Na primeira volta um acidente entre Adrian Sutil, da Force India, e Trulli tirou os dois da prova. O safety car teve de entrar na pista devido aos destroços.

A FIA determinou que tudo não passou de um acidente de corrida, mas o fato de Trulli ter discutido com Sutil e de ter se recusado a sair da pista quebrou as regras, de acordo com comunicado divulgado após a investigação do incidente. Ele foi repreendido e multado.


A McLaren recebeu a punição porque o piloto Heikki Kovalainen deixou os boxes em seu primeiro pit stop com a mangueira de abastecimento ainda conectada ao seu carro. Além disso, ele saiu na frente de Kimi Raikkonen, e o acidente poderia ter sido ainda pior já que a Ferrari do finlandês acabou pegando fogo.

Kovalainen deveria ter que cumprir uma passagem pelos boxes, mas como a punição foi dada após o final da corrida ele teve 25 segundos somados ao seu tempo de prova, perdendo três lugares na classificação: pulou da nona para a 12ª posição.

Barrichello não quer saber do 2º lugar: ‘Vice é o primeiro dos perdedores’

O oitavo lugar em Interlagos não só tirou de Rubens Barrichello a possibilidade de título – Jenson Button foi campeão – como o derrubou de segundo para terceiro lugar na classificação geral. O alemão Sebastian Vettel, com a quarta colocação, é o novo vice-líder do mundial de pilotos.

Agora, Button foi a 89 pontos e não pode mais ser alcançado por ninguém. Vettel tem 74 e Barrichello 72. A próxima e última corrida da temporada será no dia 1º de novembro, nos Emirados Árabes.

- O vice-campeão, como já dizia o meu amigo Nelson Piquet, é apenas o primeiro dos perdedores - disse Rubinho.

Após o GP do Brasil, Barrichello parecia sem motivação para correr atrás da diferença aberta por Vettel. Mesmo assim, prometeu empenho em Abu Dhabi.

- É claro que eu vou lugar para ganhar a próxima corrida. É assim que funciona.

Rubens Barrichello é duas vezes vice-campeão mundial: 2002 e 2004.

Com a sombra do título de Button, Webber comemora a vitória no GP do Brasil

Na história da F-1, a vitória de Mark Webber no GP do Brasil pode ficar um pouco apagada com a conquista do título de Jenson Button. Não para o piloto da RBR. O australiano acredita que o resultado é importante para dar ainda mais grandeza ao desempenho de sua equipe ao longo da temporada.

- Foi uma temporada muito difícil. Não conseguimos vencer o campeonato, mas, como equipes, estamos orgulhosos. Acho que foi uma temporada muito interessante. A questão do Kers também, a parte da temporada européia, onde tivemos dificuldades. Foi uma temporada de situações distintas. Não é um ambiente fácil, mas acho que consegui recuperar bem depois da lesão que tive no ano passado – disse, referindo-se à grave fratura na perna sofrida em novembro de 2008.

Para o australiano, a série de batidas que marcou a largada da prova prejudicou um pouco seu início de corrida. Ele, no entanto, disse que o safety car acabou beneficiando seu caminho até a vitória.

- Tivemos muita dificuldade no começo da corrida, por causa dos acidentes. A pista estava um pouco suja, mas não estava tão ruim. A entrada do safety no começo dificultou um pouco, mas depois conseguimos ganhar espaço. Então, foi bom para nós. Consegui abrir uma vantagem no início, e isso foi importante para que eu vencesse. Mantive o ritmo depois e cheguei até aqui.

Webber também elogiou o trabalho de Jenson Button, novo campeão mundial de F-1.

- Não há duvida sobre o trabalho de Jenson. Dirigiu muito bem durante todo o ano, fez um trabalho excelente. Claro que cada carro tem suas forças. Queria dar o parabéns para cada equipe. Button estava muito nervoso nas últimas semanas. Acho que agora ele vai poder descansar – afirmou.

Button brilha e festeja o título na casa de Rubens Barrichello

Jenson Button chegou a Interlagos sabendo que ainda tinha duas corridas para administrar a liderança da temporada e garantir o título. Ficou claro, no entanto, que aquele sujeito boa-praça sentado no carro 22 da Brawn estava com pressa. No GP do Brasil, neste domingo, o inglês largou em 14º e não quis saber de cautela. Arrojado, tirou proveito de uma largada caótica, atropelou novatos à sua frente e foi comendo posições até o fim. Cruzou em quinto, mais que o suficiente para levantar a taça no quintal do companheiro Rubens Barrichello, que caiu da pole para o oitavo lugar.

Com Button em quinto, Rubinho precisaria vencer a corrida para levar a decisão do título a Abu Dhabi. Não deu. Sem uma gota de chuva durante a prova, o brasileiro perdeu posições preciosas nos boxes, sofreu até com pneu furado e se viu incapaz de evitar a festa britânica em sua casa.

O australiano Mark Webber, da RBR, cruzou em primeiro, seguido por Robert Kubica, da BMW Sauber, e Lewis Hamilton, da McLaren. Quarto colocado, Sebastian Vettel, também da RBR, ultrapassou Rubinho na classificação do campeonato e assumiu a segunda posição. O vice-campeonato será decidido no GP dos Emirados Árabes, no dia 1º de novembro.

Em Interlagos, Button recebeu a bandeirada de Felipe Massa e, mesmo fora do pódio, vibrou com o título. Cantou "We Are The Champions" pelo rádio, com a afinação que a voz cheia de emoção permitia naquele momento.

- Eu sou o campeão do mundo! Durante a corrida, tentei não pensar muito nisso, tentei controlar o meu trabalho. Só no fim me informaram que eu sou campeão do mundo. Sou campeão do mundo! - repetia o inglês, como um mantra, logo após deixar o carro, sem tirar o sorriso do rosto em nenhum instante.

Ecclestone diz que morte de Ayrton Senna foi boa, pois deu mais visibilidade à F-1

Para Bernie Ecclestone, a morte do ídolo brasileiro Ayrton Senna foi benéfica para a Fórmula 1. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, o todo poderoso da F-1 disse que a tragédia que vitimou Senna, durante o GP de Ímola em 1994, deu mais visibilidade e publicidade à categoria.

- Foi uma infelicidade. Mas a publicidade gerada foi tanta... Foi boa para a F1. É uma pena que tenhamos perdido o Ayrton para isso acontecer. Ele era popular, mas muita gente que não o conhecia soube da Fórmula 1 por conta da publicidade gerada com sua morte - afirmou Ecclestone.

Ecclestone comentou também sobre os brasileiros que estão na Fórmula 1 atualmente. Mesmo sendo inglês, o chefão da F1 diz que torceu para Felipe Massa superar Lewis Hamilton em 2008. Para a temporada atual, o dirigente não mostrou muita confiança em Rubens Barrichello na briga pelo título.

- Ele foi segundo piloto muito tempo, fez bem isso. Gostaria de vê-lo caminhando com as próprias pernas. Se ele tiver a chance de vencer a corrida e Jenson parar... Quem sabe?
Sobre Nelsinho Piquet, demitido da Renault e com a imagem manchada na categoria após o escândalo do GP de Cingapura de 2008, Ecclestone disse que ficaria feliz se ele voltasse à F-1 na temporada 2010.

- É um menino talentoso, que passou por períodos difíceis. Se eu puder, vou ajudar. Vi o Nelsinho bebê. Sou como seu padrinho.

sábado, 17 de outubro de 2009

Grid de largada GP do Brasil

1 Rubens Barrichello Brawn GP 1:19.576
2 Mark Webber Red Bull 1:19.668
3 Adrian Sutil Force India 1:19.912
4 Jarno Trulli Toyota 1:20.097
5 Kimi Raikkonen Ferrari 1:20.168
6 Sébastien Buemi Toro Rosso 1:20.250
7 Nico Rosberg Williams 1:20.396
8 Robert Kubica BMW 1:20.631
9 Kazuki Nakajima Williams 1:20.674
10 Fernando Alonso Renault 1:21.422
11 Kamui Kobayashi Toyota Q2
12 Jaime Alguersuari Toro Rosso Q2
13 Romain Grosjean Renault Q2
14 Jenson Button Brawn GP Q2
15 Vitantonio Liuzzi Force India Q2
16 Sebastian Vettel Red Bull Q1
17 Heikki Kovalainen McLaren Q1
18 Lewis Hamilton McLaren Q1
19 Nick Heidfeld BMW Q1
20 Giancarlo Fisichella Ferrari Q1

Sob chuva, Barrichello larga na pole em Interlagos e deixa Button para trás

Quanto mais água, melhor. Rubens Barrichello mostrou mais uma vez, neste sábado, que a pista molhada é a sua casa na Fórmula 1. Em um treino dramático, com longas interrupções por causa da chuva e reviravoltas nos minutos finais, o brasileiro da Brawn cravou a pole position do GP do Brasil com o tempo de 1m19s576. Para colorir ainda mais a festa verde-amarela sob o céu cinzento de Interlagos, o inglês Jenson Button, companheiro de equipe de Rubinho e rival na luta pelo título, larga apenas na 14ª posição.

A corrida tem início previsto para as 14h deste domingo, no horário brasileiro de verão. A Rede Globo transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real. Para evitar o título de Button e levar a decisão para o último GP do ano, em Abu-Dhabi, Barrichello precisa chegar no mínimo em quarto e, ainda assim, torcer para Button ficar longe do pódio
Ao lado do brasileiro na primeira fila estará o australiano Mark Webber, da RBR, que fez o tempo de 1m19s668 e só foi superado na última volta do treino deste sábado. Em terceiro, larga Adrian Sutil, da Force India, que cravou 1m19s912, ao lado de Jarno Trulli, da Toyota (1m20s097). Button não conseguiu sequer se classificar para a terceira parte do treino e ficou na 14º posição, com 1m22s504. O alemão Sebastian Vettell, da RBR, ainda tem chances de título, mas suas esperanças sofreram um severo golpe com a 16ª posição no grid.