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sábado, 17 de outubro de 2009

Brasileiro que superou Button no kart há 14 anos torce por Rubinho em Interlagos

Jenson Button, Gastão Fráguas e Kimmo Liimatainen (da esquerda para a direita) no pódio

Neste fim de semana, Rubens Barrichello tentará vencer para impedir que Jenson Button fature o título mundial. Tarefa que outro brasileiro conseguiu há 14 anos, quando o inglês ainda competia no kart. No mundial da modalidade, em 1995, Gastão Fráguas derrotou o piloto da Brawn com uma ultrapassagem a menos de duas voltas do final, e comemorou muito.

- O momento da bandeirada foi uma emoção incrível. Sentir que todo o trabalho do fim de semana estava sendo recompensado com um resultado daquele foi demais.

Button e Fráguas se enfrentaram em Valence, na França, e trocaram de posição durante toda a bateria final. O brasileiro superou o britânico quando faltava apenas uma volta e meia para o fim da corrida, e ficou com o título. Na época, Fráguas já corria o circuito europeu regularmente, e encontrou nas pistas outros pilotos que chegaram à Fórmula 1.

- Na minha primeira corrida na Europa, muita gente ficou surpresa com meu desempenho. Cheguei em segundo, logo atrás do Giorgio Pantano, que mais tarde seria campeão da GP2. Foi nesta ordem, também, que terminamos o campeonato europeu daquele ano.

Antes de superar Button no mundial, ele ainda conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo de kart, disputada no Japão. O título foi do inglês Dan Wheldon, posteriormente campeão na Fórmula Indy. Hoje longe das competições, Gastão Fráguas está em Interlagos para acompanhar a prova, e preparou um presente para o líder do mundial de Fórmula 1. Ele vai entregar ao piloto um DVD com imagens da corrida de kart que ambos disputaram há 14 anos. No entanto, a torcida do ex-rival de Button é pelo compatriota Rubens Barrichello, companheiro de equipe do inglês.

- Confio numa vitória do Rubinho aqui. Espero que ele leve a disputa para Abu Dhabi.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Título de 2009 desempatará duelos entre brasileiros e britânicos na Fórmula 1

O resultado de 2009 vai desempatar os confrontos diretos entre pilotos brasileiros e britânicos na F-1.

Até hoje, representantes dos dois países estiveram envolvidos na briga pelo mesmo campeonato por seis vezes: 1972, 1973, 1986, 1987, 1991 e 2008. Cada nação conquistou três títulos. O capítulo mais recente desta história foi a derrota de Felipe Massa em casa para Lewis Hamilton.

Antes, o Brasil havia vencido os dois confrontos anteriores, com Ayrton Senna superando Nigel Mansell em 1991 e Nelson Piquet ganhando do mesmo britânico em 1987, quando era inclusive companheiros de equipe dele na Williams, situação parecida com a vivida por Jenson Button e Rubens Barrichello.

Nigel Mansell havia levado a melhor no ano anterior, em 1986, superando dois brasileiros de uma vez só, deixando para trás Ayrton Senna e Nelson Piquet. As disputas mais antigas, de 1972 e 1973, tiveram como protagonistas Emerson Fittipaldi e o escocês Jackie Stewart.

O brasileiro ganhou a primeira disputa direta, mas levou o troco do britânico no ano seguinte. O curioso é que todos os representantes do Brasil foram chefiados por britânicos nessas conquistas: Emerson Fittipaldi corria para Colin Chapman, Nelson Piquet para Frank Williams e Ayrton Senna para Ron Dennis.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Senna e Massa - após 15 anos, batidas diferentes mas semelhantes

Em 1994, tricampeão morreu após bater contra muro de proteção. Capacete e barreira de pneus absorveram impacto da Ferrari de Massa


Choque de uma peça de um carro de Fórmula 1 contra o capacete, a perda do controle do veículo que passa reto em uma linha curva e o choque violento provocando uma rápida desaceleração: algumas características do acidente sofrido pelo piloto brasileiro Felipe Massa com a Ferrari durante o treino classificatório para o GP da Hungria remetem à batida da Williams de Ayrton Senna durante o GP de San Marino, há 15 anos, que resultou na morte do tricampeão mundial.

Nos dois casos, o capacete foi uma peça fundamental para o desfecho. O de Ayrton Senna não impediu a entrada de uma ponta da barra de suspensão por um espaço junto à viseira, atingindo o crânio do brasileiro. Já o capacete de Felipe Massa conseguiu absorver o impacto da peça que se soltou do carro de Rubens Barrichello que vinha à frente.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em seis edições de GP da China, Sebastian Vettel foi o sexto vencedor diferente

O GP da China faz parte do calendário da Fórmula 1 desde 2004. Com a vitória do último domingo, Sebastian Vettel tornou-se o sexto piloto diferente a vencer no moderníssimo autódromo de Xangai. A Ferrari foi a única equipe que fez mais de um piloto subir ao degrau mais alto do pódio. Rubens Barrichello entrou para a história ao ganhar a primeira corrida de Fórmula 1 em território chinês da história. A vitória foi a última da carreira do brasileiro e sua última como piloto da escuderia de Maranello.

Em 2005, Fernando Alonso encerrou com chave de ouro o ano de seu primeiro título mundial com o primeiro lugar no GP da China, que foi a última prova daquela temporada. No ano seguinte, Michael Schumacher ganhou a etapa chinesa, em seu ano de despedida. Depois da vitória, o alemão encostou no espanhol Fernando Alonso, mas perdeu o título para o piloto da Renault ao abandonar o GP do Japão, quando liderava. Depois, no Brasil, corrida vencida por Felipe Massa, o alemão precisava vencer e torcer para o Alonso não pontuar.

2007 foi o ano do papelão de Lewis Hamilton. O inglês começou a jogar fora o título de campeão em sua temporada de estréia ao escapar na entrada dos boxes e ficar atolado na brita. Com isso a vitória caiu no colo de Kimi Raikkonen, que acabou vencendo o campeonato por um ponto.

Ano passado, o piloto da McLaren se redimiu e conquistou a vitória que lhe havia escapado na temporada anterior.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vettel é um dos pilotos que conseguiram o 1° pódio para mais de uma escuderia

Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.

Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CURIOSIDADE: O que é um difusor?

Difusor é um componente aerodinâmico que permite aumentar a velocidade com que o ar passa por baixo de um automóvel, conferindo maior estabilidade. Tomadas de ar na parte frontal do veículo recolhem o fluxo contrário ao carro e o despejam numa câmara espaçosa, na qual o vento tem que percorrer um caminho maior.

Este processo reduz a pressão embaixo do monoposto, permitindo que haja menor força empurrando o carro para cima. Assim, aumenta-se o downforce (pressão aerodinâmica) - efeito que pressiona o veículo, para propiciar maior contato dos pneus com o asfalto e, portanto, mais aderência para o automóvel.

"É como se fosse uma asa de avião ao contrário, que empurra o objeto para baixo e não para cima. O ar percorre um caminho maior sob o assoalho do que sua trajetória sobre ele. Isso gera um efeito adicional às asas dianteira e traseira", explica ao Terra o engenheiro mecânico Daniel Trigo.

O downforce

"Downforce, como o próprio nome diz, é a força em direção ao solo. É como se aumentasse o peso do carro. Isso permite maior velocidade nas curvas, porque gera mais aderência. Nas retas até atrapalha um pouco, porque é como se o carro estivesse mais pesado", afirma o engenheiro mecânico Antônio Franzoni.

No pacote de mudanças de regras da FIA para a temporada 2009 da F1, uma série de determinações reduziram em até 50% o downforce, também chamado de "efeito-solo". Entre as novas normas, um difusor menor do que o utilizado no ano passado.

Regulamentações como esta não são novidade na Fórmula 1. A Lotus de 1979 foi a primeira a se beneficiar do efeito-solo, quando o projetista Colin Chapman desenvolveu um assoalho inteiro para aumentar o efeito-solo. A entidade máxima do automobilismo logo proibiu o uso desse tipo de assoalho.

A maneira que as equipes encontraram para compensar isto foi a criação do difusor. Quanto maior ele for, mais downforce e mais parecido ele será com o primeiro projeto de Chapman.

O difusor da Brawn GP

Os projetistas da Toyota e da Williams encontraram uma maneira de criar um canal a mais para a saída de ar e, assim aumentaram o tamanho dos seus difusores. Parte da própria carroceria do carro é utilizada, fazendo com que o componente seja um pouco mais alto que o das concorrentes.

O carro da Brawn GP se utilizou da mesma brecha nas regras. Entretanto, ela consegue ainda um efeito maior ao fazer com que o ar saia por cima de uma pequena "asa", aumentando ainda mais a pressão aerodinâmica.

Curiosidades do GP da Austrália

* O GP da Austrália foi disputado pela 25ª vez, a 14ª no circuito do Albert Park. As primeiras 11 edições aconteceram em Adelaide, que encerrou os mundiais de Fórmula 1 de 1985 a 1995.

* Michael Schumacher é o maior vencedor, com 4 vitórias, todas em Melbourne.

* Entre as equipes, vantagem da McLaren: 9 vitórias em solo australiano, contra 7 da Ferrari.

* Desde que a corrida é disputada em Melbourne, em nove ocasiões o vencedor da corrida terminou a temporada campeão mundial. Em apenas quatro provas (1997, 1999, 2003 e 2005), o primeiro colocado não foi campeão.

* Há 16 anos um brasileiro não vence na Austrália. O último foi Ayrton Senna, em 1993.

* Felipe Massa estreou na Fórmula 1 no Albert Park em 2002, pela Sauber. Mas nunca conseguiu sequer um pódio no GP da Austrália.

* Outras curiosidades, edição por edição:

1985 - Última vitória de Keke Rosberg na Fórmula 1
1986 - Segundo título mundial para Alain Prost
1990 - GP de nº 500 da história, vitória de Nelson Piquet
1991 - Corrida mais curta da história da F1, interrompida depois de 14 voltas por causa da chuva
1993 - Última vitória de Ayrton Senna
1994 - Última vitória de Nigel Mansell, título mundial para Michael Schumacher
1995/1996 - Pela primeira vez, dois GPs de um país aconteceram de forma consecutiva. O GP da Austrália encerrou a temporada 1995 e abriu a de 1996.
1999 - Primeira vitória de Eddie Irvine
2003 - Última vitória de David Coulthard
2005 - Vitória de Giancarlo Fisichella, em sua estreia na Renault
2007 - Vitória de Kimi Raikkonen, em sua estreia na Ferrari

quinta-feira, 19 de março de 2009

CURIOSIDADE: Hamilton pilota seu McLaren através de controle remoto.

Esse vídeo é supostamente uma propaganda viral da Vodafone que mostra o campeão Lewis Hamilton pilotando sua McLaren por controle remoto. A ideia teria partido da cabeça de dois torcedores do time prateado. Confira:

domingo, 8 de março de 2009

CURIOSIDADE: A estréia de Ayrton Senna no Kart

Ayrton e o primeiro kart, que ele ganhou aos quatro anos (Foto: Reprodução)

Quando tinha apenas quatro anos de idade, Ayrton Senna ganhou seu primeiro kart. Era um pequeno carrinho equipado com freios a disco e motor a picadeira de cana, que atingia até 60 quilômetros por hora. O kart despertou a paixão de Ayrton pela velocidade e o garoto, desde cedo, já mostrou uma habilidade surpreendente. Mas ainda faltava colocar o talento à prova. Somente aos nove anos, Ayrton teve a primeira chance de enfrentar outros adversários numa pista de corrida.

A estreia do futuro tricampeão numa prova de kart aconteceu numa competição amistosa realizada em Campinas. Ayrton acabara de ganhar um kart novo em folha do pai, Milton, e estava ansioso para acelerar. O brinquedo pesava menos de 50 kg, tinha freios a discos hidráulicos e alcançava até 100 km/h. Antes mesmo da prova, o ambiente carregado da competição deixou Milton da Silva com um mau pressentimento. E, quando o filho foi sorteado para largar na pole position, ele decidiu tomar uma decisão radical.

"Fiz de tudo para ele não entrar na pista. Retirei a inscrição e guardei o kart. Mas a insistência dele foi tão grande que acabei concordando, com uma exigência: não sair da pole, e sim de último. Também perdi essa parada", contou Milton ao jornalista Lemyr Martins, em declaração reproduzida no livro "Ayrton Senna - O Herói Revelado", de Ernesto Rodrigues.

Na corrida, Ayrton surpreendeu. Correndo contra adversários bem mais velhos e experientes, o garoto não só manteve a vantagem da pole, como também liderou por 35 voltas. A apenas seis giros da bandeirada, porém, veio o susto. Ao defender a ponta, Ayrton se tocou com um adversário e saiu da pista em alta velocidade. O pai Milton só viu a poeira subindo e temeu pelo pior.

"Mataram o moleque!", gritou ele, saindo em disparada rumo ao local do acidente. Para grande alívio de Milton, Ayrton não havia se machucado. "Cheguei na curva e ele já estava de pé, sacudindo a poeira e olhando feio para o garoto que o tirou do circuito". A estreia de Ayrton não havia saído como planejado, mas o menino estava apenas começando a sua história nas pistas...
Fonte: "Ayrton Senna - O Heroi Revelado", de Ernesto Rodrigues.

domingo, 1 de março de 2009

CURIOSIDADE: Comercial do Grande Prêmio da Austrália

Já aquecendo os motores para a prova de abertura da temporada 2009 da Fórmula 1, o "vídeo o dia" traz a propaganda oficial do Grande Prêmio da Austrália, marcado para o dia 29 de março e que também vai contar com um show do grupo The Who. Uma curiosidade é que o slogan da corrida seria "Melbourne fires up" ("Melbourne se aquece"), mas precisou ser mudado para "Melbourne gears up" ("Melbourne se prepara") por causa dos incêndios florestais que devastaram a região nas últimas semanas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CURIOSIDADE: Entendendo o Sistema de Recuperação de Energia Cinética

Principal novidade do regulamento técnico para este ano, o "KERS"(sistema de recuperação de energia cinética) vem sendo a grande dor de cabeça das equipes
nesta pré-temporada da F-1. Nesse vídeo, conheça o que é e como funciona o dispositivo:

Boa parte do grid estreará em Melbourne sem o equipamento com o qual o presidente da FIA pretende salvar o mundo. Afinal, em época de crise séria, por que razão a F-1 queimaria tanto dinheiro para desenvolver o tal sistema?

As respostas mais imediatas que vêm à mente tratam do apelo ecológico, pensamento que move boa parte das iniciativas empresariais preocupadas com o futuro do planeta. Junte-se a isso o dom natural da categoria em lançar às ruas de todo o mundo novidades úteis à sociedade. Sem contar a consequência nas pistas do calendário, que ampliam as possibilidades de ultrapassagem.

Mas até que ponto os motivos apontados lhe parecem convincentes?

CURIOSIDADE: O carro mais feio dos tempos modernos da F1

Williams-BMW FW26 de 2004

Qual é o carro mais feio da F1 moderna?
Muitos têm dito que são os monoblocos que virão no próximo ano, em 2009, especialmente o BMW-Sauber que fez a sua primeira aparição pública em Barcelona, em Novembro de 2008.
Eu não concordo. Eu acho que é este Williams-BMW FW26 de 2004. Por quê? Simplesmente porque na altura em que foi concebido, havia possibilidades de fazer um chassi com um designer mais agradável, o que hoje em dia não é possível devido às regras.
O que acho mais feio, tanto neste carro como no atual BMW-Sauber, é a asa dianteira. Os suportes da asa dianteira aparentam não ser mais do que uma continuação do nariz frontal, o que não acontecia com os monoblocos de 2004 nem acontecia com os do ano
passado. No FW26 isto ainda se notava mais, uma vez que, não só os suportes são uma continuação do nariz, mas continuam mais para a frente, o que, quanto a mim, o fazia ainda mais feio.

Abaixo vão mais fotos que eu considero os carros mais feios de toda F1:
Ensign N173

Shadow de 1975

Brabham BT34

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CURIOSIDADE: Qual é o maior circuito da Fórmula 1?


Spa-Francorchamps, na Bélgica (foto), é a pista mais longa da temporada 2008 da Fórmula 1, com 7.004 metros. Monza, na Itália, é segundo, com 5.793 metros. Veja a lista:

1 – Spa-Francorchamps (Bélgica), 7.004
2 – Monza (Itália), 5.793
3 – Sepang (Malásia), 5.543
4 – Xangai (China), 5.451
5 – Valência (Espanha), 5.440
6 – Sakhir (Bahrein), 5.412
7 – Istambul (Turquia), 5.338
8 – Melbourne ( Austrália), 5.303
9 – Silverstone (Inglaterra), 5.141
10 – Cingapura (Cingapura), 5.067
11 – Barcelona (Espanha), 4.655
12 – Hockenheim ( Alemanha), 4.574
13 – Monte Fuji (Japão), 4.563
14 – Magny-Cours (França), 4.411
15 – Budapeste (Hungria), 4.381
16 – Montreal ( Canadá), 4.361
17 – Interlagos (Brasil), 4.309
18 – Monte Carlo (Mônaco), 3.340