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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alain Prost critica briga política entre FIA e equipes, mas elogia Jenson Button

Prost: 'Não imagino nenhuma equipe fora da F-1'

A temporada 2009 da Fórmula 1 tem sido marcada por dois assuntos principais: o domínio de Jenson Button e da Brawn GP, dentro da pista, e a disputa da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com a Associação dos Times da Fórmula 1 (Fota), fora das pistas. Alain Prost, dono de quatro títulos mundiais, criticou, o tema a ser criticado, e exaltou o bom trabalho feito pelo líder da temporada.

- Não imagino nenhuma equipe fora da Fórmula 1. Como um aficionado, não sei os motivos pelos quais a situação está assim. Também não entendo a posição dos construtores, depois de tantos anos. Espero que este problema seja solucionado o quanto antes, e gostaria que a Fórmula 1 tenha uma maior estabilidade no regulamento – disse em entrevista ao jornal espanhol "As".

O ex-piloto francês elogiou muito a performance do atual líder do campeonato, que venceu cinco das seis provas deste ano.

- O que ele (Jenson Button) está fazendo é bastante respeitável. Jenson é um bom piloto. Temos de lembrar que a Brawn GP é a antiga equipe Honda, uma escuderia grande, e Ross Brawn venceu muitos títulos no passado (pela Ferrari). A imagem é apenas diferente (do que antes). Só isso – analisou.

Dirigente da Brawn GP ainda espera reação das equipes consideradas grandes

A Brawn GP vem dominando a atual temporada com extrema tranquilidade. Foram cinco vitórias e cinco pole positions em seis provas em 2009, todas com Jenson Button. A única derrota aconteceu no GP da China para a RBR de Sebastian Vettel. Mesmo com o retrospecto muito favorável e as grandes vantagens nos mundiais de pilotos e construtores, Nick Fry é cauteloso e acredita que os times que dominaram os últimos anos podem reagir a qualquer momento.

- Acredito que ainda estamos sendo realistas quanto a isso (a possibilidade de título para a equipe novata). Sabemos que a Ferrari, principalmente, parece estar reagindo com muita força. As próximas duas pistas são muito diferentes, com muitos trechos de alta velocidade. Acho que vai ser difícil manter o que estamos fazendo – analisou o dirigente para o site da revista “Autosport”.

Sobre a grande vantagem de 43,5 pontos sobre a RBR no mundial de construtores, Fry ficou contente pela equipe inglesa ter somado o maior número de pontos possíveis em Mônaco (18, dez de Button e oito com Rubens Barrichello), enquanto o time das bebidas energéticas somou apenas quatro pontos com o quinto lugar de Mark Webber.

- Foi um alívio que a RBR não marcou muitos pontos, como já fizeram em outras corridas. Estamos em uma posição, na qual temos mais do dobro dos pontos do nosso maior rival. E isto nos coloca em uma posição muito boa. O que esperamos é que vários times reajam para roubar pontos, não só da gente, mas de outras equipes também. Estamos com os dedos cruzados – afirmou.

domingo, 24 de maio de 2009

Button iguala feito de campeões como Schumacher

Na história da categoria, somente o piloto da Brawn, Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart, Nigel Mansell e Michael Schumacher conseguiram tal feito.

Em 1954, Fangio faturou seis das sete primeiras etapas. A sequência do argentino foi interrompida por vitória de José González em Silverstone, na Inglaterra, quinta prova. É importante dizer que a segunda etapa, em Indianápolis, não contou com a participação de Fangio e de seus colegas de equipes europeias. Embora fizesse parte do calendário, o GP era praticamente só de pilotos norte-americanos.

Clark fez quase o mesmo, venceu seis das sete etapas iniciais de 1965. A diferença, porém, foi que o escocês não disputou o GP de Mônaco, segunda corrida, pois estava em Indianápolis naquele fim de semana, e a vitória foi para Graham Hill.

Outro escocês, Stewart, foi derrotado na terceira prova de 1969, em Montecarlo, por Hill após duas vitórias. Mas, depois, venceu mais três corridas em seguida.

Em 1992, de novo um britânico, desta vez um inglês, Nigel Mansell, conquistou os cinco primeiros GPs e só veio a perder no sexto, em Mônaco, para Ayrton Senna.

Foi aí que veio Michael Schumacher. O alemão conseguiu cinco vitórias em seis corridas em 1994, 2002 e 2004. Quando obteve seu primeiro título, foi derrotado na quinta etapa, na Espanha, por Damon Hill, mas venceu depois os dois GPs seguintes. No ano do penta, seu irmão Ralf Schumacher levou a melhor na segunda prova, na Malásia. Quando foi hepta, exerceu enorme domínio e venceu 12 das 13 primeiras. Só perdeu na sexta, em Mônaco, para Jarno Trulli.

O ponto em comum é que todos eles foram campeões nos anos em que venceram cinco das seis primeiras etapas. Alguns estenderam o domínio, outros não, mas o título foi deles da mesma forma.

Apesar do pódio, Raikkonen dá um leve 'puxão de orelha' na Ferrari

A Ferrari está de volta ao pódio. O finlandês Kimi Raikkonen terminou o GP de Mônaco de Fórmula 1, neste domingo, na terceira colocação. Satisfeito com o resultado, o Homem de Gelo, contudo, não deixou de dar uma 'cutucada' no trabalho da equipe italiana durante a corrida. Segudo ele, ainda há muito o que evoluir.

- Não é algo legal de dizer, mas estávamos indo rápido e perdemos muito rendimento por causa dos pneus. Isso deveria ter sido previsto, não é? Nos pit stops perdemos muito tempo, e isso de certa forma prejudicou a mim e a Felipe (Massa). É um alerta para a equipe. São detalhes que podem decidir. Temos muito trabalho a fazer para tentarmos o primeiro lugar - disse Kimi, na coletiva oficial transmitida pelo SporTV.

Com o semblante sempre fechado, Raikkonen não se deixou contagiar pelo pódio. Para o finlandês, a terceira colocação foi boa, mas não a ideal. O piloto já adianta que a Ferrari irá estrear um novo pacote na próxima corrida, na Turquia, no dia 7 de junho.

- Acho que toda a equipe está trabalhando muito, pois precisamos desenvolver melhorias importantes no carro, que estava um pouco escorregadio. Estou satisfeito, mas não feliz. Conseguimos o terceiro e o quarto lugares (Felipe Massa ficou na quarta colocação). Isso é bom, mas queremos melhorar. Teremos um novo pacote na próxima corrida, que nos ajudará - completou.

Jenson Button vence GP de Mônaco; Barrichelo é o 2.º

O inglês Jenson Button mostrou mais uma vez que segue em grande momento na Fórmula 1. Neste domingo, ele venceu o GP de Mônaco, disputado no circuito de Montecarlo. Foi a quinta vitória do piloto da Brawn GP em seis corridas neste temporada. Rubens Barrichello chegou em segundo, seguido de Kimi Raikkonen e Felipe Massa, da Ferrari.

A vitória ampliou a vantagem do inglês na liderança do Mundial. Button soma agora 51 pontos, diante dos 35 de Barrichello. Sebastian Vettel é o terceiro da lista, com 23, enquanto Massa ocupa a décima posição, com oito, logo atrás de Lewis Hamilton, com nove.

Em mais uma boa apresentação, Button garantiu a vitória com certa tranquilidade neste domingo. Ele chegou a ter 16 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, Rubens Barrichello. A situação final da prova, com as duas Ferraris atrás dos carros da Brawn GP, foi definida quando faltavam 20 voltas para o fim da corrida.

Button, com folga, e Barrichello ainda contaram com a lentidão da equipe italiana, que tinha problemas com os pneus macios. Massa chegou a registrar a melhor volta por duas vezes, mas não conseguia superar a limitação dos pneus e, como os demais pilotos, tinha dificuldade nas ultrapassagens.

Em uma delas, no início da prova, o piloto da Ferrari perdeu uma posição, ao tentar passar Sebastian Vettel, e foi ultrapassado por Nico Rosberg. Massa atravessou a chicane e precisou devolver a posição a Vettel, que deixaria a corrida em seguida, e não conseguiu evitar a passagem de Rosberg.

Barrichello manteve a perseguição à Button desde o início da prova, quando assumiu a segunda posição logo na largada, ao passar Kimi Raikkonen, que subiu no pódio pela primeira vez neste ano. O brasileiro tinha boa vantagem sobre os pilotos da Ferrari, mas não conseguia alcançar o ritmo do seu companheiro de equipe.

Outro brasileiro na disputa, Nelsinho Piquet não teve a mesma sorte dos seus compatriotas. Ele abandonou a prova na 14ª volta após ser atingido pelo suíço Sebastien Buemi, da Toro Rosso. O brasileiro até tentou seguir na corrida, mas acabou deixou a pista com a traseira danificada.

A decepção do dia, novamente, ficou por conta do inglês Lewis Hamilton. Largando em último, como punição por ter trocado o câmbio de sua McLaren, o atual campeão Mundial e da etapa de Mônaco terminou a prova em 12.º, à frente apenas de Jarno Trulli e Adrian Sutil.

A próxima etapa da Fórmula 1, a sétima da temporada, será disputada na Turquia, na cidade de Istambul, no dia 7 de junho.

sábado, 23 de maio de 2009

Hamilton troca câmbio e cai para último no grid

Não é mesmo o fim de semana de Lewis Hamilton. O vencedor do GP de Mônaco e campeão mundial em 2008 vai largar um último lugar neste domingo, depois que a equipe decidiu trocar o câmbio de seu carro, o que acarreta com a perda de cinco posição. Hamilton largaria em 16º lugar, depois de bater durante a primeira etapa do treino de classificação, e a equipe decidiu fazer a troca, já que o prejuízo não seria tão grande. Mas o piloto britânico admitiu, pela primeira vez no ano, que está fora da briga pelo bicampeonato mundial. "Não estamos brigando pelo título, mas para desenvolver o carro e conseguir quantos pontos for possível", reconheceu neste sábado. "Estamos muito atrás, e será difícil alcançar Jenson Button se ele mantiver essa constância", completou, citando seu compatriota, que lidera o Mundial com 41 pontos, e quatro vitórias nas cinco primeira corridas. Hamilton não descarta, contudo, chegar à zona de pontuação, entre os oito primeiros, numa corrida que costuma ser bastante acidentada. O uso do Kers - só a McLaren e a Ferrari terão o dispositivo - é um dos motivos de sua mínima confiança. "Espero que isso não ajude, o principal é que eu me mantenha longe de problemas", completou. Confira o grid atualizado do GP de Mônaco:

1.º - Jenson Button (ING/Brawn GP), 1min14s902
2.º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), 1min14s927
3.º - Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP), 1min15s077
4.º - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1min15s271
5.º - Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min15s437
6.º - Nico Rosberg (ALE/Williams), 1min15s455
7.º - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren), 1min15s516
8.º - Mark Webber (AUS/Red Bull), 1min15s653
9.º - Fernando Alonso (ESP/Renault), 1min16s009
10.º - Kazuki Nakajima (JAP/Williams), 1min17s344
11.º - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min15s833
12.º - Nelson Piquet (BRA/Renault), 1min15s837
13.º - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India), 1min16s146
14.º - Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso), 1min16s281
15.º - Adrian Sutil (ALE/Force India), 1min16s545
16.º - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber), 1min16s264
17.º - Robert Kubica (POL/BMW Sauber), 1min16s405
18.º - Jarno Trulli (ITA/Toyota), 1min16s548
19.º - Timo Glock (ALE/Toyota), 1min16s788
20.º - Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min16s264* *punido com a perda de cinco posições por trocar o câmbio.

Confira o Grid de largada GP de Mônaco

1 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 647,5 kg
2 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 644 kg
3 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 648 kg
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 631,5 kg
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 643,5 kg
6 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 642 kg
7 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 644 kg
8 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 646,5 kg
9 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 654 kg
10 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 668 kg
11 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 670 kg
12 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 673,1 kg
13 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Mercedes) - 693 kg
14 - Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) - 699,5 kg
15 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 670 kg
16 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 645,5 kg
17 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 680 kg
18 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 696 kg
19 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 688,3 kg
20 - Timo Glock (ALE/Toyota) - 700,8 kg

Após erro no treino, Lewis Hamilton lamenta: 'Meu fim de semana acabou'

Lewis Hamilton, atual campeão mundial da Fórmula 1, admitiu que perdeu as chances de repetir a vitória do ano passado no GP de Mônaco. O inglês errou na primeira parte do treino classificatório (Q1) ao exagerar e bater com a roda traseira esquerda na barreira de pneus externa da curva Mirabeau.

O piloto da McLaren vai largar na 16ª posição neste domingo após danificar a suspensão traseira de seu carro.

- Meu fim de semana acabou, em termos de vitória. Realmente não sei no que estava pensando. Cometi um erro. Estava tudo dando certo no fim de semana - diz Hamilton à TV inglesa BBC.

No último treino livre, Hamilton sempre esteve entre os primeiros e terminou a sessão apenas 225 milésimos mais lento que Fernando Alonso, o mais rápido. Ele admitiu que estava desolado por decepcionar sua equipe.

- Peço desculpas à equipe por desperdiçar o tempo deles. Pelo menos o Heikki (Kovalainen) conseguiu um bom resultado. Vou tentar fazer o melhor e me recuperar na corrida. Foi dificil, mas você aprende com esses erros e eles acontecem. Foi uma falta de sorte acontecer no Q1, mas isso te faz crescer e ficar mais forte.

Button conquista a pole no Principado

Jenson Button admitiu que estava eufórico após conseguir a quarta pole position em seis corridas nesta temporada da Fórmula 1 no GP de Mônaco. O líder do campeonato superou Kimi Raikkonen, da Ferrari, por apenas 25 milésimos neste sábado em um circuito que a primeira posição é primordial na corrida, já que as ultrapassagens são quase impossíveis.

- Esta pole significa muito. Foi uma luta realmente apertada. Em todo o fim de semana venho lutando com Rubens (Barrichello) e ele definitivamente estava melhor do que eu. A McLaren e a Ferrari melhoraram, ainda tem a RBR. Está sendo um fim de semana divertido - diz Button, na entrevista coletiva oficial após o treino classificatório em Mônaco.

Button disse que o fim de semana não começou perfeito em Mônaco. No entanto, o inglês conseguiu a recuperação e aparece como favorito para outra vitória.

- Parece perfeito de fora, mas estava muito longe da primeira posição na quinta-feira e não sabia onde estávamos. Mas melhoramos muito ao longo do fim de semana, o que é a melhor coisa do carro deste ano. Você precisa aproveitar o momento, mas é estranho, porque é mais estressante do que você espera. Não será fácil, mas é difícil ultrapassar aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Começo de campeonato complicado fortalece o britânico Lewis Hamilton

O desempenho de Lewis Hamilton nas duas primeiras temporadas na Fórmula 1 o elevaram a condição de estrela da categoria. O título do ano passado serviu para comprovar esta teoria, depois de dúvidas levantadas em virtude da perca do campeonato de 2007. O início da atual temporada foi complicado, mas o britânico garante que vê um lado bom.

- Você tenta aprender com essas experiências, carregá-las com você e tentar crescer. Eu conquistei um título mundial e ainda tenho muito orgulho de tê-lo conquistado. Estou tentando construir mais coisas em cima disso para continuar melhorando. Acredito que se tivesse o carro do ano passado eu estaria em uma boa posição – avaliou.

Logo na primeira etapa do mundial, na Austrália, Hamilton viu seu nome envolvido em mais um escândalo junto com a equipe prateada. O piloto e o então diretor-técnico, Dave Ryan, mentiram para os comissários de pista de Melbourne sobre uma ultrapassagem sofrida pelo campeão mundial por Jarno Trulli com o Safety Car na pista.

O britânico ocupa a sétima colocação no campeonato com nove pontos, 32 a menos que o líder da temporada Jenson Button.

Bernie Ecclestone: 'Estou preocupado, não quero que a Ferrari saia da Fórmula 1'

Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1, admitiu que teme a perspectiva da Ferrari sair da categoria por causa da controvérsia sobre o teto orçamentário. O processo impetrado pela equipe italiana na Justiça francesa aumentou a possibilidade do time não se inscrever para a temporada 2010 antes da data final, dia 29 de maio, na próxima semana.

As conversas entre as equipes para achar uma via alternativa para o teto de £40 milhões (aproximadamente R$ 127 milhões) proposto pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) continuam. Ecclestone assumiu que não está confortável com esta situação.

- Estou preocupado, não quero que a Ferrari saia da Fórmula 1. Não acho que alguém queira - diz Ecclestone, em entrevista à imprensa inglesa.

Ecclestone duvida que as equipes consigam apresentar uma solução para o problema antes de 29 de maio e acha que a maioria das equipes não se inscreverá até a data-limite.

- Teremos de esperar e ver. Provavelmente, a maioria não se inscreverá.

Quando perguntado sobre o comentário da Ferrari de que a qualidade das equipes que entraria na categoria poderia mudar o nome de F-1 para Fórmula GP3, Ecclestone foi político.

- É uma opinião, não é? Já tivemos mais de 70 equipes desde que a Fórmula 1 começou. A única que foi mais consistente foi a Ferrari, que está aqui desde o início. Então, não queremos perdê-la.

Red Bull lança difusor duplo no GP de Mônaco

A RBR anunciou que vai usar o difusor duplo, grande novidade aerodinâmica da temporada, no GP de Mônaco. A equipe do projetista Adrian Newey trabalhou duro na fábrica da equipe, na cidade inglesa de Milton Keynes, e conseguiu adaptar a novidade ao RB5 para a corrida no principado.

A suspensão traseira do RB5 era o grande problema para a adaptação do novo difusor. Seria apertado para adaptar a peça, mas Adrian Newey confirmou que os dois pilotos usarão a novidade em Mônaco.

- Sim, temos o difusor duplo. Adaptamos a peça nos dois carros e veremos como eles se comportarão. Colocaremos sensores para tentar medir a pressão aerodinâmica ao redor do circuito e, ao final da primeira sessão, veremos o que fazer no restante do fim de semana. É arriscado colocar a peça nos dois carros, mas se tivermos um problema mecânico em um deles, não conseguiríamos avaliar. Por isso decidimos correr esse risco - diz Newey.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Hamilton desabafa sobre recentes polêmicas da McLaren

O inglês Lewis Hamilton, atual campeão do Mundial de Fórmula 1 pela McLaren, afirmou sentir-se como "um preso que não cometeu nenhum crime", ao comentar as acusações sobre mentiras e espionagem envolvendo ele e a equipe nos últimos meses.

"Tenho uma sensação similar à de qualquer pessoa que vai à prisão, mas sente que não deveria estar atrás das grades. Esta é a sensação que tive, embora sei que o que ocorreu na Austrália foi um erro", afirmou o piloto em entrevista publicada hoje pelo jornal "The Times".

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) puniu a McLaren com três corridas de suspensão pelas ordens dadas a Hamilton para que deixasse o italiano Jarno Trulli, da Toyota, ultrapassá-lo com o safety car na pista durante o Grande Prêmio da Austrália.

As gravações das conversas entre equipe e piloto demonstraram que as ordens realmente existiram, o que levou os comissários a eliminá-lo da corrida. Mais tarde, o conselho mundial da FIA decidiu suspender a punição, que só seria aplicada em caso de reincidência.

Este caso, unido ao da espionagem a Ferrari - pelo qual a McLaren teve que pagar uma multa milionária -, fez com que Hamilton mostrasse certa decepção pelo excesso de política na Fórmula 1.

"Quero ser um piloto. Não estou neste esporte para ser um político. Costumava aproveitar a F-1 e me tiraram parte disso. Nunca imaginei que haveria tanta política quando cheguei aqui. Foi um choque", destacou.

O campeão do mundo reconheceu que "esta é a forma como a F-1 funciona, por alguma razão", e disse sentir saudades das categorias inferiores, "onde todo mundo está apenas para correr e as equipes não têm outro interesse".

Hamilton assegurou que todos estes episódios fora das pistas não afetaram sua atitude nas pistas: "Não permitirei que nada afete minha forma de pilotar, mas isto afeta a vida, sua maneira de ser", apontou.