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sexta-feira, 29 de maio de 2009

MEMÓRIA: O maior duelo nas ruas de Mônaco

Senna e Mansell protagonizaram o maior duelo da F1 nas ruas de Monte Carlo, vale a pena rever esse impressionante pega de tirar o fôlego.

Ayrton Senna é o maior recordista em vitórias nesse circuito de rua. O rei de Mônaco venceu lá em 87, 89, 90, 91, 92 e 93.

VÍDEO 01, Prelúdio:


VÍDEO 02, O Ataque:

sábado, 2 de maio de 2009

Exposições lembram ídolo

Túmulo de SennaComo acontece todo dia 1 de maio, uma peregrinação de fãs é esperada no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde Senna está enterrado. É uma forma de reverenciar o ídolo que tantas alegrias deu aos torcedores brasileiros durante as manhãs de domingo em que pilotava. Os fãs do piloto, que morreu aos 34 anos, também terão outras formas de relembrar o ídolo hoje. Em São Paulo acontecem duas exposições em homenagem a Senna, ambas apoiadas pelo Instituto Ayrton Senna, criado há 15 anos para "contribuir para a criação de condições e de oportunidades para que todas as crianças e adolescentes brasileiros possam desenvolver seu potencial como pessoas, cidadãos e futuros profissionais".

A exposição "Vitória" está alojada na galeria do Anhangabaú até o dia 15 de maio, com troféus, capacetes, kart, fotos e macacões do tricampeão, além da Lotus amarela pilotada por Senna na Fórmula 1. E a exposição "Arte para um Mito" está no Conjunto Nacional até o dia 30 de maio, com esculturas e pinturas de 50 artistas sobre o ídolo imortal das pistas.

Homenagem à Senna.

Quinze anos sem Senna

Ídolo da F-1 Entre títulos e recordes, piloto ganhou o coração dos fãs de velocidade

Ayrton Senna da Silva acumulou em sua carreira títulos no automobilismo, recordes nas pistas, fama e glória internacionais. Mas o prêmio que ele mais valorizava ainda se mantém vivo, 15 anos depois da trágica morte que o tirou de seus fãs no dia 1 de maio de 1994: o de ser um dos esportistas mais queridos do Brasil e de onde quer que existam torcedores da Fórmula 1.

Os brasileiros tiveram a chance de vibrar com os três campeonatos mundiais conquistados por Senna em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 poles, as seis vitórias em Mônaco e a inumerável coleção de manobras impossíveis. Na memória pesa com intensidade as voltas da vitória e a performance do piloto nos pódios, sempre exibindo a bandeira do Brasil. Entre 1985 e 1994, seguir pela TV as espetaculares manobras de Senna virou um ritual.

"Lembro-me do silêncio em Ímola naquele dia", revelou Stefano Domenicali, o principal diretor da Ferrari na atualidade, que estava naquela corrida 15 anos atrás. O ex-piloto John Watson contou que, certa vez, numa volta de classificação, foi cortado por Senna numa curva e o que viu jamais esquecerá. "Em plena curva, Ayrton estava freando, reduzindo a marcha, girando o volante, acelerando e mantendo a pressão do turbo. Parecia um polvo. Ver essa habilidade cerebral foi um privilégio."

LEMBRANÇA. Frank Williams ainda mantém nos carros de sua equipe Williams o "S" estilizado do nome Senna. "Nunca o esquecerei", afirmou o dirigente inglês, dono da escuderia por onde corria o brasileiro naquela fatídica temporada de 1994. Até mesmo o maior campeão da história se rende ao talento de Senna, com uma lembrança especial neste aniversário de 15 anos da morte do tricampeão da F-1. "Chorei porque igualei o piloto mais rápido que vi", explicou o já aposentado alemão Michael Schumacher, quando igualou o número de 41 vitórias de Senna.
CORTEJO

3 milhões de pessoas acompanharam o enterro de Senna

O legado de Senna - Parte 3

O legado de Senna - Parte 2

O legado de Senna - Parte 1

Há 15 anos, o Brasil e a Fórmula 1 perdiam Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva acumulou em sua carreira de títulos no automobilismo recordes nas pistas, fama e glória internacionais. Mas o prêmio que ele mais valorizava ainda se mantém vivo depois da trágica morte que o tirou de seus fãs no dia 1º de maio de 1994: o de ser um dos esportistas mais queridos de seus compatriotas.

Senna ou Ayrton, como todos o chamavam, foi depois do jogador de futebol Pelé, o maior ídolo do esporte brasileiro na História. Motivo de orgulho nacional, um fator de renascimento da autoestima do brasileiro.

Os brasilenos recordarão para sempre os três campeonatos mundiais de Fórmula 1 que ele venceu em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 "poles", as seis vitórias dele em Mônaco e a inumerável coleção de manobras impossíveis que tornaram o piloto famoso.

Ayrton era o "Rei da Chuva", por sua habilidade e estilo nas pistas molhadas, o "Rei de Mônaco", porque ninguém venceu mais GPs do que ele em Montecarlo, e o "Rei das pistas", por motivos que para os brasileiros sempre foram óbvios.

O que os brasileiros lembram com maior intensidade são as voltas da vitória e a performance do piloto nos pódios, sempre exibindo a bandeira do Brasil numa demonstração de orgulho de ser brasileiro em meio à elite do automobilismo mundial.

Entre 1985 e 1994, seguir pela TV as espetaculares manobras de Senna virou um ritual sagrado, um costume dos brasileiros, que a trágica morte do piloto transformou num vazio. Até agora ele não tem substituto. Possivelmente nunca terá.

Nascido num país que tinha dado ao mundo pilotos como Emerson Fittipali, Wilson Fittipaldi, José Carlos Paci e Nelson Piquet, Senna levou seu talento a ser considerado sem sombra de dúvidas um dos maiores pilotos da Formula 1 de todos os tiempos, comparado a heróis como Juan Manuel Fangio ou Jim Clark.

A extraordinária capacidade competitiva de Senna era uma soma de três fatores que raramente aparecem juntos: profundo conhecimento de mecânica e eletrônica, coragem fora do comum para arriscar tudo numa manobra, e tenacidade quase sobrenatural para superar dificuldades.

Os mecânicos que trabalharam com Senna dizem que as observações dele após poucas voltas eram tão precisas como as medições eletrônicas.

Segundo o ex-diretor de sua equipe, Peter Warr, "Senna era capaz de determinar em que ponto do circuito o carro dele gastava um decilitro de gasolina a mais. Nessa época, a Lotus de Senna tinha motor turbo, e esse controle era quase impossível de ser feito. Mas ele o fazia com precisão de relógio suíço".

O ex-piloto John Watson contou que, certa vez, numa volta de classificação, foi cortado por Senna numa curva, e o que viu jamais esquecerá.

"Nunca tinha visto alguém pilotar daquele jeito. Em plena curva, Ayrton estava freando, reduzindo a marcha, girando o volante, acelerando e mantenendo a pressão do turbo. Parecia um polvo. Ver essa habilidade cerebral de separar os componentes e juntá-los com essa coordenação foi um privilégio", contou.

Outro mecânico de Senna da escuderia McLaren disse que "Ayrton conseguir falar durante cada volta, narrando o comportamento do motor e a suspensão em cada instante, em cada curva". "E isso sobre uma corrida inteira, volta a volta".

Senna construiu sua glória em duelos inesquecíveis com um dos maiores pilotos da história da categoria, o francês Alain Prost, "O Professor".

Os dois correram na McLaren em 1988 e 1989. Ambos ganharam um campeonato mundial cada, mas ficou claro que a coexistência dos dois numa mesma equipe era impossível.

Prost se transferiu para a Ferrari em 1990 e Senna continuou os outros três anos na McLaren. Os duelos dos dois nas pistas certamente se incluem entre os mais emocionantes da categoria.

Em 94 parecia que Senna seria imbatível, já que assinara um contrato com a escuderia Williams. Mas os carros já não eram os mesmos de duas temporadas anteriores, o então jovem Michael Schumacher, a bordo de um Benetton, era um rival cada vez mais perigoso.

Nas três primeiras corridas de 94, Senna largou na pole position, mas não terminou nenhuma delas.

No dia primeiro de maio desse ano, na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Imola, o carro de Senna saiu da pista na fatídica curva Tamburello e se chocou contra um muro a mais de 250 quilômetros por hora.

Senna foi atendido na pista e trasladado de urgência para um hospital, mas uma peça da suspensão lhe havia despedaçado parte do crâneo. Os esforços para reanimá-lo foram inúteis. O automobilismo mundial perdia assim um campeão como poucos em sua história.

A chegada do corpo de Senna em sua cidade natal, São Paulo, foi emocionante, com mais de três milhões de pessoas acompanhando o cortejo fúnebre, recebido com honras de chefe de Estado.

Um anônimo admirador que aguardava a passagem do cortejo mostrou um cartaz que resumiu a tristeza reinante: "Ayrton morreu. Que faremos agora?".

terça-feira, 17 de março de 2009

MEMÓRIA: Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 80

5. Espanha/1986 - Senna vence Mansell por 14 milésimos
A temporada de 1986 foi uma das mais memoráveis da história da Fórmula 1 e teve disputas históricas entre o quarteto formado por Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet e Ayrton Senna. No GP da Espanha, segunda prova do ano, Mansell precisou ir ao box para trocar pneus e voltou num ritmo frenético. O inglês ultrapassou Prost e foi para cima do líder Senna. Os dois entraram colados na última curva e Mansell tentou a manobra na linha de chegada. Foi por pouco: Senna venceu por apenas 14 milésimos.


4. Hungria/1986 - A antológica ultrapassagem de Piquet sobre Senna
Em 1986, o travado circuito de Hungaroring foi usado pela primeira vez na Fórmula 1. Desde o início, o traçado não agradou aos pilotos, que diziam ser quase impossível ultrapassar. Na corrida, porém, Nelson Piquet encontrou uma maneira de superar Ayrton Senna por fora, no fim da reta de largada, naquela que é considerada por muitos a ultrapassagem mais espetacular que a Fórmula 1 já teve. Piquet venceu a corrida e Senna precisou aceitar a segunda posição. O duelo entre os dois ficou marcado.

3. Mônaco/1984 - O primeiro show de Senna na Fórmula 1
Antes do GP de Mônaco de 1984, Ayrton Senna ainda era um desconhecido para grande parte do público da Fórmula 1. Tudo mudou após a sensacional performance do brasileiro em meio ao temporal de Monte Carlo. Largando de 13º, Senna fez várias ultrapassagens e terminou a corrida em segundo. Ele perdeu a vitória para Alain Prost em virtude de uma controvertida decisão do diretor de prova Jacky Ickx, que decidiu encerrar a corrida antes do tempo. Em terceiro, o alemão Stefan Bellof, que havia largado de último, também teve uma performance magnífica.

2. Japão/1989 - O polêmico acidente entre Prost e Senna


1. Austrália/1986 - Pneu furado tira título de Mansell

quinta-feira, 5 de março de 2009

MEMÓRIA: Cinco grandes duelos entre Senna e Prost

Rivais ferrenhos, Ayrton Senna e Alain Prost criaram aquela que provavelmente foi a maior rivalidade da história da F-1. Na coluna "MEMÓRIA" de hoje, vamos relembrar alguns dos duelos mais memoráveis entre os dois. Confira:

5. México/1990
Ao contrário dos demais pilotos, Senna optou por fazer a corrida inteira sem trocar pneus, mas a escolha se revelou bastante equivocada. A dez voltas do fim, Prost cola no rival e, com um carro bem mais rápido, planeja a ultrapassagem. Os dois duelam durante alguns giros até que o francês realiza a manobra no fim da reta de largada. Três voltas depois, o pneu de Senna explode e o brasileiro abandona. E Prost, que havia saído de 14º no grid, conquista uma de suas maiores vitórias.


4. Alemanha/1991
Em péssima fase, Prost chegou ao GP da Alemanha já fora da briga pelo título, enquanto Senna liderava o campeonato. Com um carro instável, o brasileiro perde terreno e é alcançado pelo francês. Prost tenta a manobra, mas é bloqueado e acaba fora da pista. Quando tenta voltar, o motor morre. "Da próxima vez que o encontrar pela frente, vou tirá-lo da pista", ameaça. A resposta de Senna: "Todo mundo conhece o Prost. Ele sempre está reclamando de tudo, não é mesmo?".


3. Portugal/1988
Talvez a raiz de toda a inimizade entre Senna e Prost tenha sido o GP de Portugal de 1988. Até a corrida de Estoril, os dois vinham disputando o campeonato corrida a corrida, mas ainda não haviam entrado em atrito. Tudo mudou quando Prost tentou passar Senna no início da segunda volta e recebeu uma vigorosa fechada. Ainda assim, conseguiu a ultrapassagem e venceu a prova. Depois da corrida, entretanto, Prost criticou abertamente o excesso de agressividade de Senna, abrindo uma ferida que demoraria a cicatrizar:


2. Inglaterra/1993
Em 1993, a Williams de Prost era destacamente o carro mais rápido do grid. Apesar disso, Senna ainda conseguia fazer frente ao rival em algumas provas. Na Inglaterra, o brasileiro larga melhor e ultrapassa o francês. O que se segue é um duelo emocionante, em que Prost chega a ameaçar a ultrapassagem várias vezes, mas sempre é fechado pelo adversário. Finalmente, depois de muito tentar, o francês faz a ultrapassagem e Senna, com um carro nitidamente inferior, é obrigado a ceder a posição.


1. Japão/1988
Para os brasileiros, em especial, o duelo que Senna e Prost travaram no GP do Japão de 1988 é memorável. Depois de deixar o motor morrer na largada, o brasileiro caiu para o meio do pelotão, mas fez espetacular prova de recuperação e alcançou Prost pouco após a metade da corrida. Na reta de largada de Suzuka, Senna colocou por dentro, foi espremido pelo francês e completou a manobra com o carro de lado, praticamente derrapando. Com a vitória, o brasileiro conquistou o primeiro de seus três títulos.


Bônus - Os acidentes de 1989 e 1990
Se não bastassem os inúmeros duelos que travaram entre 1988 e 1993, Prost e Senna também foram protagonistas de dois dos acidentes mais famosos da história da Fórmula 1. As duas batidas aconteceram no GP do Japão e definiram o resultado do campeonato.

Em 1989, quem se deu bem no fim foi Prost:


Um ano depois, Senna teve sua revanche e levou o troféu de campeão:

segunda-feira, 2 de março de 2009

MEMÓRIA: Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 60

5. Alemanha/1968 - A obra-prima de Stewart
Taxado de "covarde" em virtude da sua cruzada por mais segurança nas pistas, Jackie Stewart provou que era um piloto realmente corajoso no GP da Alemanha de 1968. Disputada em meio à forte neblina no perigoso circuito de Nurburgring, a corrida foi um show particular do escocês, que assumiu a liderança na primeira volta e literalmente sumiu na liderança. No fim da prova, Stewart recebeu a bandeirada com quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado Graham Hill, que não chegou nem perto de ameaçar o triunfo do escocês.

4. México/1964 - Surtees é campeão na última volta
Jim Clark, Graham Hill e John Surtees tinham alguma chance de título na última corrida de 1964, o GP do México. Favorito, Hill saiu da disputa ao se chocar com o companheiro de Surtees na Ferrari, Lorenzo Bandini. Disparado na liderança, Clark parecia rumo ao bicampeonato, mas quebrou na última volta. Surtees era o terceiro, só que precisava ser o segundo para levar o troféu. Um mecânico da Ferrari correu de forma desesperada para a pista e Bandini, que estava na segunda posição, teve o bom senso de entender a sinalização. Ele estacionou o carro e Surtees foi campeão.

3. Itália/1969 - Stewart vence na linha de chegada
Numa das chegadas mais apertadas da história da Fórmula 1, Jackie Stewart superou Jochen Rindt por apenas alguns centímetros na última volta do GP da Itália de 1969. O francês Jean Pierre Beltoise tomiu a liderança na curva Parabólica, que leva à linha de chegada, mas perdeu tempo na saída do cotovelo e foi ultrapassado por Stewart e Rindt. O austríaco sai ucom mais velocidade, porém Stewart conseguiu manter uma pequena vantagem e venceu por apenas oito centésimos.

2. Mônaco/1961 - Moss derrota Ginther em duelo espetacular
Correndo com uma Lotus nitidamente inferior, Stirling Moss fez a corrida de sua vida para vencer o GP de Mônaco de 1961. Nas últimas vinte voltas, ele travou um duelo emocionante com o americano Richie Ginther, da Ferrari, que vinha diminuindo a vantagem. Entretanto, Moss acelerou e quebrou o recorde da volta, andando num ritmo de treino classificatório. Na chegada, ele recebeu a bandeirada com três segundos e meio de vantagem para Ginther.

1. Itália/1967 - O show de Clark e o duelo de Surtees e Brabham
Depois de ter um pneu furado no início, Jim Clark ficou uma volta atrás dos líderes. Numa recuperação espetacular, o escocês foi passando todos os adversários e assumiu a ponta a poucos giros da bandeirada. Mas não era para ser: na última volta, o carro de Clark começa a ficar para trás, sem gasolina. Jack Brabham e John Surtees duelam pelo triunfo nos metros finais e o australiano faz a ultrapassagem na curva Parabolica. Logo depois, porém, Surtees se recupera e bate Brabham na linha de chegada por apenas alguns metros.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA: Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 60

5. Alemanha/1968 - A obra-prima de Stewart
Taxado de "covarde" em virtude da sua cruzada por mais segurança nas pistas, Jackie Stewart provou que era um piloto realmente corajoso no GP da Alemanha de 1968. Disputada em meio à forte neblina no perigoso circuito de Nurburgring, a corrida foi um show particular do escocês, que assumiu a liderança na primeira volta e literalmente sumiu na liderança. No fim da prova, Stewart recebeu a bandeirada com quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado Graham Hill, que não chegou nem perto de ameaçar o triunfo do escocês.

4. México/1964 - Surtees é campeão na última volta
Jim Clark, Graham Hill e John Surtees tinham alguma chance de título na última corrida de 1964, o GP do México. Favorito, Hill saiu da disputa ao se chocar com o companheiro de Surtees na Ferrari, Lorenzo Bandini. Disparado na liderança, Clark parecia rumo ao bicampeonato, mas quebrou na última volta. Surtees era o terceiro, só que precisava ser o segundo para levar o troféu. Um mecânico da Ferrari correu de forma desesperada para a pista e Bandini, que estava na segunda posição, teve o bom senso de entender a sinalização. Ele estacionou o carro e Surtees foi campeão.

3. Itália/1969 - Stewart vence na linha de chegada
Numa das chegadas mais apertadas da história da Fórmula 1, Jackie Stewart superou Jochen Rindt por apenas alguns centímetros na última volta do GP da Itália de 1969. O francês Jean Pierre Beltoise tomiu a liderança na curva Parabólica, que leva à linha de chegada, mas perdeu tempo na saída do cotovelo e foi ultrapassado por Stewart e Rindt. O austríaco sai ucom mais velocidade, porém Stewart conseguiu manter uma pequena vantagem e venceu por apenas oito centésimos.

2. Mônaco/1961 - Moss derrota Ginther em duelo espetacular
Correndo com uma Lotus nitidamente inferior, Stirling Moss fez a corrida de sua vida para vencer o GP de Mônaco de 1961. Nas últimas vinte voltas, ele travou um duelo emocionante com o americano Richie Ginther, da Ferrari, que vinha diminuindo a vantagem. Entretanto, Moss acelerou e quebrou o recorde da volta, andando num ritmo de treino classificatório. Na chegada, ele recebeu a bandeirada com três segundos e meio de vantagem para Ginther.

1. Itália/1967 - O show de Clark e o duelo de Surtees e Brabham
Depois de ter um pneu furado no início, Jim Clark ficou uma volta atrás dos líderes. Numa recuperação espetacular, o escocês foi passando todos os adversários e assumiu a ponta a poucos giros da bandeirada. Mas não era para ser: na última volta, o carro de Clark começa a ficar para trás, sem gasolina. Jack Brabham e John Surtees duelam pelo triunfo nos metros finais e o australiano faz a ultrapassagem na curva Parabolica. Logo depois, porém, Surtees se recupera e bate Brabham na linha de chegada por apenas alguns metros.

MEMÓRIA: Mônaco, 1984, Senna ia quebrar

O Grande Prêmio de Mônaco de 1984 foi uma das maiores loterias da história. Foi também a corrida em que Ayrton Senna convenceu ao Brasil e ao Mundo que era realmente um piloto especial. Era sua primeira vez no circuito do qual se tornaria o maior vencedor da história, anos depois. Classificou-se em 13º no grid e na largada já pulou para a nona posição. As condições do clima eram realmente péssimas no Principado e vários pilotos abandonaram após escaparem no piso molhado. Um dos lances mais divertidos ocorreu com Niki Lauda: na 23a volta, o austríaco rodopiou na freada da curva do Cassino e sua McLaren estacionou exatamente junto à guia, em frente às escadarias que dão acesso ao saguão do luxuoso Hotel de Paris. Só faltou Lauda descer do cockpit de sobretudo, chapéu e um cachimbo para uma cena surrealista, típica dos filmes da Jacques Tati.
Alheio à comédia dos outros, Senna ia ganhando suas posições e se aproximava perigosamente do líder Alain Prost, quando a corrida foi interrompida. Pelo ritmo do brasileiro, a ultrapassagem era questão de uma ou duas voltas. A decisão do diretor de prova, o belga Jacky Ickx, gerou muita controvérsia. Me lembro até hoje da manchete da Folha de S. Paulo no dia seguinte: “Patriotada francesa tira vitória de Senna”. Ironicamente, Prost acabou perdendo o título mundial daquele ano por meio ponto. Tivesse o GP de Mônaco durado mais sete voltas antes da bandeira vermelha, a pontuação distribuída seria completa. O francês teria chegado em segundo lugar e seria o campeão da temporada.

A teoria conspiratória contra Senna, adivinhem, virou verdade absoluta para a maioria de seus fãs. Afinal, uma vitória de Prost em Mônaco seria motivo de festa na França. Imagine só se ele saísse humilhado por um semi-desconhecido de uma equipe com poucos recursos. O próprio piloto gesticulou pedindo o fim da corrida, pouco antes da bandeira vermelha ser acionada. Sem falar no fato de Ickx ser contratado na época pela Porsche, justamente a fornecedora de motores da McLaren. Que canalhice, né?

Não é. Os números mostram que a decisão de Ickx foi mais do que acertada. Duas voltas antes da interrupção, a chuva, que era forte, apertou ainda mais. Nestas passagens, todos os pilotos, sem exceção, marcaram tempos cinco segundos acima do que registraram nas voltas anteriores. No site Atlas F1, um membro da cruz vermelha monegasca, que atuou na corrida, afirmou ter conversado depois com figuras importantes da organização do evento. Segundo eles, a decisão de parar a prova já surgiu na volta 20 e ficou inadiável quando começou a cair mais água. “É preferível parar a corrida uma volta cedo demais do que uma volta tarde demais", disse Ickx.

Na minha opinião, a interrupção daquele GP de Mônaco na 31a volta foi a melhor coisa que podia ter ocorrido a Ayrton Senna. Seu cartão de visitas estava dado e admirado. Mas, se a prova continuasse, seu desempenho seria ofuscado pelo do alemão Stefan Bellof. Vejamos: nas quatro voltas anteriores ao final antecipado, aquelas em que Senna decepava sua desvantagem para Prost, Bellof descontou 3s5 em relação a Senna, quase um segundo por volta. Neste ritmo, o alemão chegaria no brasileiro em questão de 20 voltas (ou por volta da 50a das 78 previstas). E, conhecendo os dois, não haveria a chance de uma ultrapassagem ser negociada, em especial naquelas condições: ia ser batida na certa. Será que Jacky Ickx não anteviu esta possibilidade?

Mas há outro elemento que confirma de forma contundente a sorte de Ayrton Senna. Após a corrida, o mecânico da Toleman John Walton procurou seu colega Nigel Steer, da Tyrrell, para lhe informar que Bellof seria o provável vencedor da corrida. Em uma das passagens pela chicane após a túnel, quando perseguia Keke Rosberg, Senna havia danificado bastante sua suspensão dianteira direita – para quem não lembra, a TV mostrou claramente o momento em que o brasileiro sacudiu seu Toleman ao passar sobre a zebra. Segundo Walton, era questão de voltas para que a suspensão cedesse. A história está documentada em uma biografia de Ken Tyrrell, escrita por Maurice Hamilton.

Como Prost também enfrentava problemas, com os freios, seria Bellof quem brilharia ao assumir a liderança e, provavelmente, vencer a prova. Mesmo com a equipe tendo seus resultados desconsiderados posteriormente (correu a maior parte do ano com o carro abaixo do peso), na hora seria a consagração de um novato cheio de talento e ótimo na chuva. Mas este novato não seria Senna. O primeiro grande show do brasileiro terminaria ofuscado pela performance do alemão. Sem falar no risco de acidente quando a suspensão quebrasse de vez. Já imaginou se fosse na saída do túnel? Karl Wendlinger, lembram?

Desta forma, acredito que Senna deu uma sorte tremenda com a decisão de Ickx em interromper a prova. Saiu consagrado como o mais promissor talento da nova geração e principal nome para o futuro da categoria. Bellof não teve a mesma chance. A ironia macabra: o alemão morreu em Spa-Francorchamps no ano seguinte, negociando uma ultrapassagem justamente sobre Ickx.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA: Relembrando o momento mais memorável da F-1 em Madri

De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo jornal Marca, a cidade de Madri sonha em receber F-1 num futuro próximo . A corrida aconteceria num novo autódromo próximo a Jarama, que foi sede da categoria entre os anos 60 e 80 e palco da maior vitória de Gilles Villeneuve. Vale a pena relembrar o espetacular triunfo do canadense da Ferrari no GP da Espanha de 1981:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA: Cenas raras do primeiro teste de Senna na Williams

Há exatos 15 anos, em fevereiro de 1994, Ayrton Senna realizava seus primeiros
treinos com o novo Williams FW14, carro este que ele usou em suas últimas corridas.
Os testes aconteceram no circuito do Estoril, em Portugal. Confira cenas raras daqueles ensaios.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA: Cinco momentos memoráveis da carreira de Niki Lauda

No próximo domingo, dia 22, o tricampeão mundial Niki Lauda comemora 60 anos de idade. Para celebrar a data, vamos relembrar cinco dos momentos mais memoráveis do lendário piloto austríaco:

5. O primeiro triunfo após o retorno com a McLaren
Após anunciar a aposentadora de forma súbita em 1979, Lauda abandonou a Fórmula 1 para cuidar da sua companhia aérea, a Lauda Air. Entretanto, o austríaco não mostrou como empresário a mesma habilidade que tinha como piloto. Sem dinheiro, foi forçado a retornar à F-1 e aceitou uma proposta da equipe McLaren, recém-comprada pelo jovem e ambicioso Ron Dennis. As dúvidas sobre a capacidade de Lauda se dissiparam logo em sua segunda corrida, o GP de Long Beach, que o austríaco dominou e venceu quase de ponta a ponta:


4. A vitória com o Brabham "ventilador"
Em 1978, a Brabham estava em desvantagem em relação a Lotus e Ferrari. Para mudar o panorama, o genial engenheiro Gordon Murray projetou o Brabham BT46B, apelidado de "carro-ventilador" ou "fan car". O modelo tinha um exaustor abaixo do aerofólio traseiro que, além de cumprir sua função principal, também criava um fluxo de ar que colava o carro no chão e permitia mais velocidade em curva. Lauda correu com o BT46B apenas no GP da Suécia de 1978. O austríaco venceu a corrida e o carro foi declarado ilegal dias depois:


3. A perda do título em meio ao aguaceiro de Fuji
Depois de quase morrer num acidente no GP da Alemanha, Lauda estava determinado a não dar outra chance para o azar. Na finalíssima do campeonato de 1976, o GP do Japão, o austríaco tinha três pontos de vantagem para o inglês James Hunt. Mas chovia forte na hora da largada e Lauda não quis se arriscar. Na segunda volta, encostou o carro nos boxes e explicou: "A Ferrari me paga para correr, não para me jogar da janela". Hunt terminou em terceiro lugar e levou o título com um ponto de vantagem para Lauda:


2. O tricampeonato por meio ponto
Na mais apertada decisão de título da história, Lauda derrotou o companheiro de equipe Alain Prost por apenas meio ponto em 1984. A finalíssima do campeonato foi o GP de Portugal, no Estoril. Enquanto Prost disparava na liderança, Lauda fazia lenta corrida de recuperação. O austríaco só precisava terminar no segundo lugar, e foi isso o que ele fez. Com uma ultrapassagem sobre Ayrton Senna e contando com a quebra de Nigel Mansell, Lauda chegou à posição que precisava e foi tricampeão:


1. O acidente quase fatal em Nurburgring
Por mais vitórias que Lauda tenha tido na carreira, não há como negar que o acidente quase fatal no GP da Alemanha de 1976 foi o momento marcante da trajetória do austríaco. Com o carro em chamas, Lauda sofreu queimaduras fortíssimas e foi levado ao hospital em estado crítico, mas sobreviveu. Semanas depois, já estava de volta para terminar num bravíssimo quarto lugar no GP da Itália. A experiência quase fatal mudou a postura de Lauda, que nunca mais se arriscou além do necessário numa pista de corrida:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA: A 1º Vitória de Senna

Ayrton Senna venceu seu pimeiro grande prêmio pela Lotus, equipe pela qual Emerson Fittipaldi sagrou-se campeão em 1972. Nelson Piquet também correu pela equipe, que já estava em sua fase de decadência, culminando com seu fechamento em 1995.



Na Lotus, em 1985, ele tinha como parceiro o italiano Elio de Angelis. Senna marcou sua primeira pole position na abertura da temporada no Brasil, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas abandonou a prova devido a problemas elétricos. Na segunda corrida do ano, o GP de Portugal, disputado no autódromo de Estoril, em 21 de abril de 1985, conseguiu sua primeira vitória na Fórmula 1, largando na pole position sob pesada chuva. Prost, em segundo, abandonou depois de bater no muro. Senna conseguiu sua segunda vitória, também sob chuva, no GP da Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps. Graças ao excelente motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions". Mas, nas pistas, ele não terminou a maioria dos grandes prêmios. Encerraria o ano com uma corrida marcante no GP da Austrália, quando repetiu seu ídolo Gilles Villeneuve e pilotou um bom tempo sem o bico do carro, saindo várias vezes da pista mas mantendo a segunda posição. O carro mais uma vez não aguentou o esforço e Senna abandonou a corrida. Senna terminou a temporada de 1985 em quarto lugar no Campeonato Mundial de Pilotos, com 38 pontos e seis podiums (duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares), além de sete pole positions.