sábado, 9 de maio de 2009

Button voa no último minuto e tira a pole de Vettel no GP da Espanha

Com um tempo excepcional no último trecho de sua volta, Jenson Button marcou a pole position do GP da Espanha, que será disputado neste domingo. O inglês da Brawn GP abriu sua última volta a apenas um segundo do fim da superpole e tirou a primeira posição de Sebastian Vettel, da RBR, por apenas 133 milésimos. É a terceira vez que o líder do campeonato larga na posição de honra do grid nesta temporada.

Rubens Barrichello, que marcou o melhor tempo do fim de semana na segunda parte do treino (Q2), com 1m19s954, ficou com a terceira posição, após ser superado por Button e Vettel quando o cronômetro já estava zerado. Felipe Massa marcou o quarto tempo e completou a segunda fila brasileira no GP da Espanha.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A partir de 2010, campeão da Fórmula 1 será o piloto que vencer mais corridas

A controversa regra que dá o título de campeão mundial de Fórmula 1 ao piloto que vencer mais vezes foi oficializada para o campeonato de 2010. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já havia tentado instituir o sistema no começo do ano, para a atual temporada, mas voltou atrás.

O artigo 6 do regulamento da próxima temporada estabelece que o título de pilotos “será atribuído ao corredor que tenha se classificado em primeiro lugar no maior número de corridas”.

Baseado no modelo olímpico defendido pelo chefe da categoria, Bernie Ecclestone, o novo código foi vetado, no começo da temporada, pela Associação de Times da Fórmula 1 (FOTA, em inglês). O dono dos direitos comerciais defende o esquema de medalhas, para definir o campeão, assim como acontece nos jogos olímpicos.

Desta maneira, se um piloto ganhar cinco corridas e não completar nenhuma outra etapa ganhará o título de um outro piloto que tiver vencido quatro vezes e tiver teminado em oito oportunidades no segundo lugar, por exemplo.

O campeonato de construtores continuará seguindo os padrões atuais, ou seja, a equipe que somar mais pontos ao longo da temporada será a campeã.

Na semana passada a FIA comunicou o fim do reabastecimento durante as corridas e a proibição definitiva de qualquer tipo de pré-aquecimento dos pneus, além do teto orçamentário de 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões), para 2010.

Rubens Barrichello diz que pode vencer Jenson Button

“Sou brasileiro e não desisto nunca”. O slogan usado pelo governo federal durante o primeiro mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva parece ser a frase inspiradora de Rubens Barrichello. O piloto da Brawn GP tem, em 2009, a grande chance da sua carreira, até hoje, para ser campeão, mas não tem conseguido superar seu companheiro de equipe, Jenson Button.

O inglês lidera a temporada com 31 pontos, 12 a mais que o ex-piloto da Ferrari. Esta desvantagem, porém, não assusta Barrichello. O brasileiro compara o automobilismo ao tênis e confia em seu potencial para tirar a vantagem do britânico.



- Corrida de carro não é como o tênis. Não é como se você estivesse no terceiro set, numa partida melhor de cinco, depois de ter perdido os dois primeiros por 6/0. Eu sei, pelos últimos três anos, que posso ser mais rápido que Jenson (Button) – afirmou à revista alemã "Auto Motor und Sport".

O atual vice-líder do mundial não vê esta como sua última temporada na Fórmula 1. O piloto da Brawn GP, que foi considerado aposentado por muitos ao fim do campeonato passado, assume que ainda pretende correr mais alguns anos.



- Quem sabe? Talvez eu pilote mais dois ou três anos. Na minha vida eu sempre pensei positivo e tenho certeza de que esta atitude foi o que me trouxe até onde cheguei – disse.

sábado, 2 de maio de 2009

Exposições lembram ídolo

Túmulo de SennaComo acontece todo dia 1 de maio, uma peregrinação de fãs é esperada no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, onde Senna está enterrado. É uma forma de reverenciar o ídolo que tantas alegrias deu aos torcedores brasileiros durante as manhãs de domingo em que pilotava. Os fãs do piloto, que morreu aos 34 anos, também terão outras formas de relembrar o ídolo hoje. Em São Paulo acontecem duas exposições em homenagem a Senna, ambas apoiadas pelo Instituto Ayrton Senna, criado há 15 anos para "contribuir para a criação de condições e de oportunidades para que todas as crianças e adolescentes brasileiros possam desenvolver seu potencial como pessoas, cidadãos e futuros profissionais".

A exposição "Vitória" está alojada na galeria do Anhangabaú até o dia 15 de maio, com troféus, capacetes, kart, fotos e macacões do tricampeão, além da Lotus amarela pilotada por Senna na Fórmula 1. E a exposição "Arte para um Mito" está no Conjunto Nacional até o dia 30 de maio, com esculturas e pinturas de 50 artistas sobre o ídolo imortal das pistas.

Homenagem à Senna.

Quinze anos sem Senna

Ídolo da F-1 Entre títulos e recordes, piloto ganhou o coração dos fãs de velocidade

Ayrton Senna da Silva acumulou em sua carreira títulos no automobilismo, recordes nas pistas, fama e glória internacionais. Mas o prêmio que ele mais valorizava ainda se mantém vivo, 15 anos depois da trágica morte que o tirou de seus fãs no dia 1 de maio de 1994: o de ser um dos esportistas mais queridos do Brasil e de onde quer que existam torcedores da Fórmula 1.

Os brasileiros tiveram a chance de vibrar com os três campeonatos mundiais conquistados por Senna em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 poles, as seis vitórias em Mônaco e a inumerável coleção de manobras impossíveis. Na memória pesa com intensidade as voltas da vitória e a performance do piloto nos pódios, sempre exibindo a bandeira do Brasil. Entre 1985 e 1994, seguir pela TV as espetaculares manobras de Senna virou um ritual.

"Lembro-me do silêncio em Ímola naquele dia", revelou Stefano Domenicali, o principal diretor da Ferrari na atualidade, que estava naquela corrida 15 anos atrás. O ex-piloto John Watson contou que, certa vez, numa volta de classificação, foi cortado por Senna numa curva e o que viu jamais esquecerá. "Em plena curva, Ayrton estava freando, reduzindo a marcha, girando o volante, acelerando e mantendo a pressão do turbo. Parecia um polvo. Ver essa habilidade cerebral foi um privilégio."

LEMBRANÇA. Frank Williams ainda mantém nos carros de sua equipe Williams o "S" estilizado do nome Senna. "Nunca o esquecerei", afirmou o dirigente inglês, dono da escuderia por onde corria o brasileiro naquela fatídica temporada de 1994. Até mesmo o maior campeão da história se rende ao talento de Senna, com uma lembrança especial neste aniversário de 15 anos da morte do tricampeão da F-1. "Chorei porque igualei o piloto mais rápido que vi", explicou o já aposentado alemão Michael Schumacher, quando igualou o número de 41 vitórias de Senna.
CORTEJO

3 milhões de pessoas acompanharam o enterro de Senna

O legado de Senna - Parte 3

O legado de Senna - Parte 2

O legado de Senna - Parte 1

Há 15 anos, o Brasil e a Fórmula 1 perdiam Ayrton Senna

Ayrton Senna da Silva acumulou em sua carreira de títulos no automobilismo recordes nas pistas, fama e glória internacionais. Mas o prêmio que ele mais valorizava ainda se mantém vivo depois da trágica morte que o tirou de seus fãs no dia 1º de maio de 1994: o de ser um dos esportistas mais queridos de seus compatriotas.

Senna ou Ayrton, como todos o chamavam, foi depois do jogador de futebol Pelé, o maior ídolo do esporte brasileiro na História. Motivo de orgulho nacional, um fator de renascimento da autoestima do brasileiro.

Os brasilenos recordarão para sempre os três campeonatos mundiais de Fórmula 1 que ele venceu em 1988, 1990 e 1991; as 41 vitórias, as 65 "poles", as seis vitórias dele em Mônaco e a inumerável coleção de manobras impossíveis que tornaram o piloto famoso.

Ayrton era o "Rei da Chuva", por sua habilidade e estilo nas pistas molhadas, o "Rei de Mônaco", porque ninguém venceu mais GPs do que ele em Montecarlo, e o "Rei das pistas", por motivos que para os brasileiros sempre foram óbvios.

O que os brasileiros lembram com maior intensidade são as voltas da vitória e a performance do piloto nos pódios, sempre exibindo a bandeira do Brasil numa demonstração de orgulho de ser brasileiro em meio à elite do automobilismo mundial.

Entre 1985 e 1994, seguir pela TV as espetaculares manobras de Senna virou um ritual sagrado, um costume dos brasileiros, que a trágica morte do piloto transformou num vazio. Até agora ele não tem substituto. Possivelmente nunca terá.

Nascido num país que tinha dado ao mundo pilotos como Emerson Fittipali, Wilson Fittipaldi, José Carlos Paci e Nelson Piquet, Senna levou seu talento a ser considerado sem sombra de dúvidas um dos maiores pilotos da Formula 1 de todos os tiempos, comparado a heróis como Juan Manuel Fangio ou Jim Clark.

A extraordinária capacidade competitiva de Senna era uma soma de três fatores que raramente aparecem juntos: profundo conhecimento de mecânica e eletrônica, coragem fora do comum para arriscar tudo numa manobra, e tenacidade quase sobrenatural para superar dificuldades.

Os mecânicos que trabalharam com Senna dizem que as observações dele após poucas voltas eram tão precisas como as medições eletrônicas.

Segundo o ex-diretor de sua equipe, Peter Warr, "Senna era capaz de determinar em que ponto do circuito o carro dele gastava um decilitro de gasolina a mais. Nessa época, a Lotus de Senna tinha motor turbo, e esse controle era quase impossível de ser feito. Mas ele o fazia com precisão de relógio suíço".

O ex-piloto John Watson contou que, certa vez, numa volta de classificação, foi cortado por Senna numa curva, e o que viu jamais esquecerá.

"Nunca tinha visto alguém pilotar daquele jeito. Em plena curva, Ayrton estava freando, reduzindo a marcha, girando o volante, acelerando e mantenendo a pressão do turbo. Parecia um polvo. Ver essa habilidade cerebral de separar os componentes e juntá-los com essa coordenação foi um privilégio", contou.

Outro mecânico de Senna da escuderia McLaren disse que "Ayrton conseguir falar durante cada volta, narrando o comportamento do motor e a suspensão em cada instante, em cada curva". "E isso sobre uma corrida inteira, volta a volta".

Senna construiu sua glória em duelos inesquecíveis com um dos maiores pilotos da história da categoria, o francês Alain Prost, "O Professor".

Os dois correram na McLaren em 1988 e 1989. Ambos ganharam um campeonato mundial cada, mas ficou claro que a coexistência dos dois numa mesma equipe era impossível.

Prost se transferiu para a Ferrari em 1990 e Senna continuou os outros três anos na McLaren. Os duelos dos dois nas pistas certamente se incluem entre os mais emocionantes da categoria.

Em 94 parecia que Senna seria imbatível, já que assinara um contrato com a escuderia Williams. Mas os carros já não eram os mesmos de duas temporadas anteriores, o então jovem Michael Schumacher, a bordo de um Benetton, era um rival cada vez mais perigoso.

Nas três primeiras corridas de 94, Senna largou na pole position, mas não terminou nenhuma delas.

No dia primeiro de maio desse ano, na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Imola, o carro de Senna saiu da pista na fatídica curva Tamburello e se chocou contra um muro a mais de 250 quilômetros por hora.

Senna foi atendido na pista e trasladado de urgência para um hospital, mas uma peça da suspensão lhe havia despedaçado parte do crâneo. Os esforços para reanimá-lo foram inúteis. O automobilismo mundial perdia assim um campeão como poucos em sua história.

A chegada do corpo de Senna em sua cidade natal, São Paulo, foi emocionante, com mais de três milhões de pessoas acompanhando o cortejo fúnebre, recebido com honras de chefe de Estado.

Um anônimo admirador que aguardava a passagem do cortejo mostrou um cartaz que resumiu a tristeza reinante: "Ayrton morreu. Que faremos agora?".