domingo, 8 de março de 2009

CURIOSIDADE: A estréia de Ayrton Senna no Kart

Ayrton e o primeiro kart, que ele ganhou aos quatro anos (Foto: Reprodução)

Quando tinha apenas quatro anos de idade, Ayrton Senna ganhou seu primeiro kart. Era um pequeno carrinho equipado com freios a disco e motor a picadeira de cana, que atingia até 60 quilômetros por hora. O kart despertou a paixão de Ayrton pela velocidade e o garoto, desde cedo, já mostrou uma habilidade surpreendente. Mas ainda faltava colocar o talento à prova. Somente aos nove anos, Ayrton teve a primeira chance de enfrentar outros adversários numa pista de corrida.

A estreia do futuro tricampeão numa prova de kart aconteceu numa competição amistosa realizada em Campinas. Ayrton acabara de ganhar um kart novo em folha do pai, Milton, e estava ansioso para acelerar. O brinquedo pesava menos de 50 kg, tinha freios a discos hidráulicos e alcançava até 100 km/h. Antes mesmo da prova, o ambiente carregado da competição deixou Milton da Silva com um mau pressentimento. E, quando o filho foi sorteado para largar na pole position, ele decidiu tomar uma decisão radical.

"Fiz de tudo para ele não entrar na pista. Retirei a inscrição e guardei o kart. Mas a insistência dele foi tão grande que acabei concordando, com uma exigência: não sair da pole, e sim de último. Também perdi essa parada", contou Milton ao jornalista Lemyr Martins, em declaração reproduzida no livro "Ayrton Senna - O Herói Revelado", de Ernesto Rodrigues.

Na corrida, Ayrton surpreendeu. Correndo contra adversários bem mais velhos e experientes, o garoto não só manteve a vantagem da pole, como também liderou por 35 voltas. A apenas seis giros da bandeirada, porém, veio o susto. Ao defender a ponta, Ayrton se tocou com um adversário e saiu da pista em alta velocidade. O pai Milton só viu a poeira subindo e temeu pelo pior.

"Mataram o moleque!", gritou ele, saindo em disparada rumo ao local do acidente. Para grande alívio de Milton, Ayrton não havia se machucado. "Cheguei na curva e ele já estava de pé, sacudindo a poeira e olhando feio para o garoto que o tirou do circuito". A estreia de Ayrton não havia saído como planejado, mas o menino estava apenas começando a sua história nas pistas...
Fonte: "Ayrton Senna - O Heroi Revelado", de Ernesto Rodrigues.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Fórmula 1 Heidfeld confia que BMW estará na briga pelo título da próxima temporada


Piloto alemão acredita que pode entrar na disputa pelo campeonato (Foto: BMW Motorsport Press Club)

Com o período de pré-temporada já em sua fase final, o alemão Nick Heidfeld confia no potencial da BMW e acredita que a equipe pode realmente encerrar e hegemonia de McLaren e Ferrari. Em entrevista ao site Autosport, Heidfeld comentou suas expectativas para o campeonato que está para começar.

"Os resultados serão determinados em larga escala por nosso desempenho técnico e meu objetivo é tirar tudo do carro em cada fim de semana. Nos anos mais recentes, a equipe sempre conseguiu alcançar suas metas e espero que consigamos fazer isso de novo em 2009. Nossa vontade é se envolver na batalha pelo título", disse Heidfeld.

O alemão afirmou que está bem satisfeito com a evolução da BMW na pré-temporada. "Neste ano, nossa preparação tem sido uma jornada de descobrimento. Há muitas coisas novas sobre o carro que temos de estudar, e isso é divertido. Os testes que conduzimos até agora têm sido muito positivos. O novo carro já está andando bem e reage melhor a mudanças de acerto. Ainda podemos melhorar nossa confiabilidade, mas já completamos mais quilometragem do que nossos principais rivais", acrescentou.

Sobre a próxima temporada, Heidfeld evitou prognósticos. "Alcançamos uma evolução consistente e ainda temos mais ideias a desenvolver. Infelizmente, não sei como nos comparar aos nossos rivais. Todos estão escondendo o jogo nos testes. Você nunca sabe exatamente que tipo de programa as outras equipes estão seguindo, nem mesmo quanto combustível há no tanque. Ficarei feliz quando a fase de adivinhações terminar no GP da Austrália", completou.

BMW pode fornecer KERS padrão em 2010


Durante a coletiva de imprensa realizada pela Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota) em Genebra, na última quinta-feira, o presidente da entidade, Luca di Montezemolo, confirmou os planos de propor um KERS padronizado a partir de 2010. O dispositivo é a principal inovação do regulamento técnico deste ano e vem dando muita dor de cabeça às equipe. O KERS, além de representar um gasto adicional e um peso extra no carro, também é a causa de muitas das quebras que as equipes enfrentam na pré-temporada.

Para 2010, o plano da Fota é introduzir um KERS padrão. "Não é um elemento fundamental como o motor, o câmbio e a aerodinâmica. Mas podemos padronizar o KERS", afirmou Di Montezemolo. Segundo a revista Auto Motor und Sport, a BMW já teria aceitado ser a fornecedora única do KERS, mas a discussão sobre o assunto ainda está no início.

Briatore promete "verdadeira Renault" e diz que Alonso vai brigar por título


Chefe da equipe francesa garantiu que a escuderia estará na briga pelo campeonato deste ano (Foto: Andrew Ferraro / LAT Photographic)

Apesar da performance discreta na pré-temporada, o clima dentro da Renault é de franco otimismo. Nesta quinta-feira, o chefe de equipe da escuderia francesa, Flavio Briatore, prometeu que a "verdadeira Renault" vai aparecer já no GP da Austrália e garantiu que o bicampeão Fernando Alonso estará entre os candidatos ao título.

"Tenho certeza de que Alonso vai lutar pelo título mundial neste ano. Já veremos a verdadeira Renault no GP da Austrália. Não seremos uma surpresa, vamos estar na briga pelo campeonato", afirmou Briatore ao canal italiano Sky Sports. Sobre o fraco desempenho da Renault no ano passado, o dirigente italiano tem uma explicação pronta: as dificuldades que a equipe enfrentou para se adaptar aos pneus Bridgestone.

"Na última temporada, passamos por momentos complicados. Nós fizemos uma mudança nos pneus e eles são fundamentais", afirmou Briatore. Segundo o chefe da Renault, a equipe só encontrou o equilíbrio certo com os compostos na segunda metade do campeonato, quando Fernando Alonso e Nelsinho Piquet alcançaram seus melhores resultados. O espanhol venceu os GPs de Cingapura e Japão, enquanto o brasileiro foi o segundo colocado no GP da Alemanha.

Dirigente afirma que GP de Roma seria "fantástico"

Sobre a possibilidade de um Grande Prêmio nas ruas de Roma, Flavio Briatore mostrou muito entusiasmo. O dirigente manifestou apoio à ideia de realizar duas corridas por ano na Itália, sendo que a outra aconteceria no histórico autódromo de Monza.

"O projeto de um GP de Roma é fantástico. Para a televisão, seria simplesmente espetacular. Se dependesse da minha opinião, apoiaria a realização de dois GPs na Itália, mas sei que isso não seria nada fácil", declarou Briatore.

Brawn GP faz "shakedown" e Rubinho promete correr com "faca nos dentes"


Em Silverstone, Jenson Button realizou primeiro testes com o novo modelo BGP1 (Foto: Brawn GP / Divulgação)

A recém-criada Brawn GP deu a largada para a sua aventura na Fórmula 1 nesta sexta-feira. Em Silverstone, o inglês Jenson Button entrou na pista com o novo modelo BGP1, que foi projetado pelo próprio dono da escuderia, Ross Brawn. O carro já vinha sendo desenvolvido desde o ano passado pela antiga Honda e segue a tendência de asa dianteira larga, semelhante à da Renault.

O novo BGP1 foi pintado quase inteiramente de branco, mas também tem tons em preto e amarelo. Os patrocinadores são raridade: em seu teste inicial, a Brawn GP correu apenas com o logotipo da fornecedora de pneus Bridgestone, que estampa sua marca em todas as equipes da temporada. Apesar disso, a escuderia já garantiu o apoio de pelo menos oito outras empresas para o próximo campeonato da Fórmula 1.

O último teste da equipe baseada em Brackley aconteceu no fim de novembro do ano passado, ainda antes do anúncio da retirada da Honda. Nesta próxima temporada, a Brawn GP terá como titulares o inglês Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello. A estreia de Rubinho no novo BGP1 vai acontecer na semana que vem, em Barcelona, onde a equipe se junta às adversárias pela primeira vez.

Rubinho diz que críticas o deixaram mais forte

Em coluna publicada no seu site oficial, Rubens Barrichello garantiu que jamais deixou de acreditar na possibilidade de permanecer na Fórmula 1. "Durante esses tempos de vacas magras, eu mantive a minha fé. Trabalhei duro o meu físico e fiquei quieto, falando apenas com o pessoal da equipe. Quando declarei no GP do Brasil que não seria a minha última corrida, não tinha certeza disso, mas alguma coisa me dizia que não era", escreveu Rubinho.

O veterano também criticou a matéria do jornal Folha de São Paulo que garantiu a contratação de Bruno Senna pela "nova Honda". "Nesses últimos quatro meses, preferi o silêncio. Teve gente falando que eu estava acabado e que ninguém me queria. Até teve um que escreveu que o Bruno Senna já havia assinado por três anos com a equipe, um absurdo de matéria na qual o desesperado tentou um furo de reportagem sem ter qualquer embasamento ou fonte", reclamou.

Barrichello assegurou que continua motivado como sempre para correr na Fórmula 1. "Confesso que tive que ouvir muita coisa, mas isso só me deixou mais forte. Aproveito para agradecer aqui meus amigos e familiares, que me deram muita força. Começo o ano com a faca nos dentes. Teremos poucos testes antes da primeira corrida, mas com um carro que será rápido e com um baita motorzão Mercedes por trás, não vejo a hora".

Logo abaixo, confira outras imagens do "shakedown" do novo carro da Brawn GP:

quinta-feira, 5 de março de 2009

MEMÓRIA: Cinco grandes duelos entre Senna e Prost

Rivais ferrenhos, Ayrton Senna e Alain Prost criaram aquela que provavelmente foi a maior rivalidade da história da F-1. Na coluna "MEMÓRIA" de hoje, vamos relembrar alguns dos duelos mais memoráveis entre os dois. Confira:

5. México/1990
Ao contrário dos demais pilotos, Senna optou por fazer a corrida inteira sem trocar pneus, mas a escolha se revelou bastante equivocada. A dez voltas do fim, Prost cola no rival e, com um carro bem mais rápido, planeja a ultrapassagem. Os dois duelam durante alguns giros até que o francês realiza a manobra no fim da reta de largada. Três voltas depois, o pneu de Senna explode e o brasileiro abandona. E Prost, que havia saído de 14º no grid, conquista uma de suas maiores vitórias.


4. Alemanha/1991
Em péssima fase, Prost chegou ao GP da Alemanha já fora da briga pelo título, enquanto Senna liderava o campeonato. Com um carro instável, o brasileiro perde terreno e é alcançado pelo francês. Prost tenta a manobra, mas é bloqueado e acaba fora da pista. Quando tenta voltar, o motor morre. "Da próxima vez que o encontrar pela frente, vou tirá-lo da pista", ameaça. A resposta de Senna: "Todo mundo conhece o Prost. Ele sempre está reclamando de tudo, não é mesmo?".


3. Portugal/1988
Talvez a raiz de toda a inimizade entre Senna e Prost tenha sido o GP de Portugal de 1988. Até a corrida de Estoril, os dois vinham disputando o campeonato corrida a corrida, mas ainda não haviam entrado em atrito. Tudo mudou quando Prost tentou passar Senna no início da segunda volta e recebeu uma vigorosa fechada. Ainda assim, conseguiu a ultrapassagem e venceu a prova. Depois da corrida, entretanto, Prost criticou abertamente o excesso de agressividade de Senna, abrindo uma ferida que demoraria a cicatrizar:


2. Inglaterra/1993
Em 1993, a Williams de Prost era destacamente o carro mais rápido do grid. Apesar disso, Senna ainda conseguia fazer frente ao rival em algumas provas. Na Inglaterra, o brasileiro larga melhor e ultrapassa o francês. O que se segue é um duelo emocionante, em que Prost chega a ameaçar a ultrapassagem várias vezes, mas sempre é fechado pelo adversário. Finalmente, depois de muito tentar, o francês faz a ultrapassagem e Senna, com um carro nitidamente inferior, é obrigado a ceder a posição.


1. Japão/1988
Para os brasileiros, em especial, o duelo que Senna e Prost travaram no GP do Japão de 1988 é memorável. Depois de deixar o motor morrer na largada, o brasileiro caiu para o meio do pelotão, mas fez espetacular prova de recuperação e alcançou Prost pouco após a metade da corrida. Na reta de largada de Suzuka, Senna colocou por dentro, foi espremido pelo francês e completou a manobra com o carro de lado, praticamente derrapando. Com a vitória, o brasileiro conquistou o primeiro de seus três títulos.


Bônus - Os acidentes de 1989 e 1990
Se não bastassem os inúmeros duelos que travaram entre 1988 e 1993, Prost e Senna também foram protagonistas de dois dos acidentes mais famosos da história da Fórmula 1. As duas batidas aconteceram no GP do Japão e definiram o resultado do campeonato.

Em 1989, quem se deu bem no fim foi Prost:


Um ano depois, Senna teve sua revanche e levou o troféu de campeão:

Renault ameaça deixar Fórmula 1 e Ecclestone se mostra surpreendido


Chefe de operações da montadora francesa afirmou que categoria não é sustentável (Foto: Alastair Staley / LAT Photographic)

Os rumores sobre uma possível saída da Renault da Fórmula 1 ganharam força nesta quarta-feira após uma declaração do chefe de operações da montadora francesa, Patrick Pelata. Em entrevista à emissora Bloomberg, concedida durante o salão de Genebra, o executivo deu a entender que a Renault está insatisfeita com a divisão dos lucrose considera retirar sua equipe da categoria.

"Estamos buscando diminuir os custos dos contratos e receber uma maior fatia dos lucros. Queremos continuar a fazer parte da emoção e do espetáculo da Fórmula 1. Mas não há obstáculos para uma saída", afirmou Pelata. Além da insatisfação com a divisão das receitas da F-1, a Renault também pensa em abandonar a categoria porque perdeu o apoio da seguradora ING, que deixará de investir na escuderia a partir de 2010.

Também em entrevista à emissora Bloomberg, o dirigente máximo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, se mostrou surpreendido com a declaração do executivo da Renault. "Estou surpreso que ele tenha dito algo nesse sentido. Temos um acordo com as equipes até 2013 e vamos mantê-lo", garantiu Ecclestone. Apesar da tranquilidade do inglês, a expectativa é que as escuderia aumentem a pressão para mudar a divisão dos lucros. O assunto estará na pauta de uma entrevista coletiva que será concedida nesta quinta-feira pela Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota), em Genebra.

Ecclestone força mudança no nome da USF1

Detentor dos direitos para explorar a marca "F1", Bernie Ecclestone vai forçar uma mudança no nome da recém-lançada equipe USF1. A escuderia americana, que planeja ingressar na categoria em 2010, nem chegou perto de entrar na pista ainda, mas já enfrenta o primeiro obstáculo. De acordo com o site Grand Prix, a primeira ideia era transformar a equipe em USGP, só que este nome já está registrado pelo dono do Autódromo de Indianapolis, Tony George.

Assim, a solução encontrada pelos dirigentes da USF1 é renomear a escuderia como US GP Engineering. A equipe, portanto, deve passar a ser conhecida pela sigla USGPE.

terça-feira, 3 de março de 2009

Briatore pressiona Nelsinho: "O sobrenome não vai deixá-lo mais rápido"

Chefe da Renault declarou que o piloto brasileiro precisa retribuir a confiança da equipe neste ano (Foto: LAT Photographic / Divulgação Nelsinho Piquet)

A temporada de estreia de Nelsinho Piquet na Fórmula 1 teve momentos de brilhantismo, mas foi marcada pela irregularidade. Mesmo sem ter chegado perto de rivalizar com o bicampeão Fernando Alonso dentro da equipe, o piloto brasileiro ganhou uma nova chance e voltará a ser titular da escuderia francesa neste ano. Em entrevista à agência EFE, porém, o chefe da Renault, Flavio Briatore, deixou claro que Nelsinho precisa retribuir a confiança da equipe.

"No momento, não acho que ele seria capaz de vencer um campeonato pela Renault ou pela Ferrari. Ele tem uma personalidade misteriosa e precisa melhorar porque o sobrenome não vai deixá-lo mais rápido", disse Briatore. Além disso, o dirigente da Renault também fez vários elogios a Fernando Alonso e exaltou a "inacreditável determinação" do espanhol, que andou cerca de 200 km por dia de bicicleta ao longo do inverno para perder peso.

Ao jornal La Gazzeta dello Sport, Briatore deu a entender que Nelsinho precisa melhorar seu desempenho para permanecer na Renault em 2010. "Mais uma vez, estou tentando transformar um novato em desenvolvimento num piloto estabelecido. Este ano vai nos mostrar se escolhemos o novato certo".

Dirigente propõe demissões para cortar custos

Na próxima quinta-feira, a Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota) vai apresentar uma série de medidas a serem implementadas neste e nos próximos anos para reduzir os custos da Fórmula 1. A expectativa é que o formato dos fins de semana de GP seja alterado e que as equipes reduzam o corpo de funcionários para economizar. Para Briatore, as demissões são uma saída para baixar os gastos.

"Queremos ver corridas mais espetaculares e reduzir os custos. Nosso objetivo é baixas os gastos em 40 a 50%. As equipes precisam de apenas 200 funcionários, e não 2 mil", encerrou Briatore.

Diretor da Williams prevê que novas regras vão gerar mais ultrapassagens

Expectativa é que temporada 2009 tenha mais disputas por posição (Foto: Paul Gilham / Getty Images / Red Bull Media Bank)


A introdução de asas dianteiras móveis na Fórmula 1 vai representar um avanço "massivo" na busca por mais ultrapassagens. Ao menos, essa é a opinião do diretor técnico da equipe Williams, Sam Michael. Em entrevista ao site Autosport, o engenheiro britânico mostrou otimismo ao comentar as mudanças de regras e opinou que as novidades vão aumentar as disputas de posição na próxima temporada.

Para Michael, a asa dianteira móvel é a proposta que mais vai facilitar as brigas dentro da pista. "Pensamos que isso representaria apenas uma pequena ajuda nas curvas. Mas, depois da nossa primeira tentativa em Portugal, a habilidade de seguir outros carros em curvas de alta velocidade aumentou de forma massiva. Antes, os carros saíam de frente porque perdiam 'downforce', mas agora dá para corrigir isso usando o 'flap' da asa dianteira", explicou Michael.

Apesar disso, o diretor técnico da Williams ressaltou que o efeito não será percebido em todas as pistas do calendário. "Em alguns circuitos, não vai fazer muita diferença. Na Austrália, provavelmente a única curva em que os pilotos vão poder usar este recurso será naquela logo antes da reta principal. As retas não são grandes o suficiente, mas em outros circuitos vai fazer muita diferença, com certeza".

Nick Heidfeld tem opinião semelhante

Em entrevista ao seu site oficial, o alemão Nick Heidfeld manifestou a mesma opinião de Sam Michael e disse esperar que as ultrapassagens sejam mais frequentes em 2009. Para o titular da BMW, seguir a mesma linha do piloto que está logo à frente vai ficar mais fácil na próxima temporada.

"Minha impressão é que, com as novas regras aerodinâmicas, será mais tranquilo se aproximar do carro à frente, como nós esperávamos. Isso deve tornar as ultrapassagens bem mais simples. Estou torcendo para que essa suspeita se confirme nas próximas semanas".

Bruno Senna admite frustração pelo sonho adiado na F-1


Assim como Rubens Barrichello diz não ter um contrato em mãos assinado com a nova equipe que surgirá da Honda, Bruno Senna ainda não recebeu o "Não" de Ross Brawn. Mas ele já demonstrou não acreditar mais na possibilidade de correr de Fórmula 1 nesta temporada. Está triste com a situação, mas confiante de que terá outras oportunidades de realizar seu sonho.

"Meio que me conformei já que o esquema é partir para outra. Só fico um pouco chateado por essa situação ter se arrastado por tanto tempo, o que fez com que eu perdesse melhores possibilidades profissionais", admitiu Bruno Senna, que ainda não definiu seu futuro. "Agora vou me reunir com minha família, com orientadores e decidir que rumo tomar."

Aos 25 anos, Bruno Senna acredita que foi "um pouco inocente" nessa longa novela para definição dos pilotos da temporada 2009 da Fórmula 1. "Tenho agora uma imagem muito diferente do que se passou. Foi um tombo na minha vida. Mas a gente passa a vida inteira levando tombos", afirmou o jovem piloto brasileiro.

Segundo ele, prevaleceu o desejo do novo chefe da equipe que surgiu da Honda. "O Ross Brawn quer o Rubinho. Se fosse para lá, o mínimo erro que eu cometesse poderia me ferrar. Desejo entrar numa equipe onde o pessoal me queira de verdade e não nessa situação", contou o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna.

Sobre o futuro, Bruno Senna analisa agora suas opções - voltar para a GP2, onde não restam mais boas equipes disponíveis, parece ser difícil. "Qualquer coisa que eu fizer será um passo para trás", reconheceu. "O importante será manter a Fórmula 1 como prioridade, manter-me próximo. Darei a volta por cima."

segunda-feira, 2 de março de 2009

MEMÓRIA: Cinco memoráveis corridas da Fórmula 1 nos anos 60

5. Alemanha/1968 - A obra-prima de Stewart
Taxado de "covarde" em virtude da sua cruzada por mais segurança nas pistas, Jackie Stewart provou que era um piloto realmente corajoso no GP da Alemanha de 1968. Disputada em meio à forte neblina no perigoso circuito de Nurburgring, a corrida foi um show particular do escocês, que assumiu a liderança na primeira volta e literalmente sumiu na liderança. No fim da prova, Stewart recebeu a bandeirada com quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado Graham Hill, que não chegou nem perto de ameaçar o triunfo do escocês.

4. México/1964 - Surtees é campeão na última volta
Jim Clark, Graham Hill e John Surtees tinham alguma chance de título na última corrida de 1964, o GP do México. Favorito, Hill saiu da disputa ao se chocar com o companheiro de Surtees na Ferrari, Lorenzo Bandini. Disparado na liderança, Clark parecia rumo ao bicampeonato, mas quebrou na última volta. Surtees era o terceiro, só que precisava ser o segundo para levar o troféu. Um mecânico da Ferrari correu de forma desesperada para a pista e Bandini, que estava na segunda posição, teve o bom senso de entender a sinalização. Ele estacionou o carro e Surtees foi campeão.

3. Itália/1969 - Stewart vence na linha de chegada
Numa das chegadas mais apertadas da história da Fórmula 1, Jackie Stewart superou Jochen Rindt por apenas alguns centímetros na última volta do GP da Itália de 1969. O francês Jean Pierre Beltoise tomiu a liderança na curva Parabólica, que leva à linha de chegada, mas perdeu tempo na saída do cotovelo e foi ultrapassado por Stewart e Rindt. O austríaco sai ucom mais velocidade, porém Stewart conseguiu manter uma pequena vantagem e venceu por apenas oito centésimos.

2. Mônaco/1961 - Moss derrota Ginther em duelo espetacular
Correndo com uma Lotus nitidamente inferior, Stirling Moss fez a corrida de sua vida para vencer o GP de Mônaco de 1961. Nas últimas vinte voltas, ele travou um duelo emocionante com o americano Richie Ginther, da Ferrari, que vinha diminuindo a vantagem. Entretanto, Moss acelerou e quebrou o recorde da volta, andando num ritmo de treino classificatório. Na chegada, ele recebeu a bandeirada com três segundos e meio de vantagem para Ginther.

1. Itália/1967 - O show de Clark e o duelo de Surtees e Brabham
Depois de ter um pneu furado no início, Jim Clark ficou uma volta atrás dos líderes. Numa recuperação espetacular, o escocês foi passando todos os adversários e assumiu a ponta a poucos giros da bandeirada. Mas não era para ser: na última volta, o carro de Clark começa a ficar para trás, sem gasolina. Jack Brabham e John Surtees duelam pelo triunfo nos metros finais e o australiano faz a ultrapassagem na curva Parabolica. Logo depois, porém, Surtees se recupera e bate Brabham na linha de chegada por apenas alguns metros.