quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Equipe italiana confirma: espanhol da Renault será companheiro de Felipe Massa em 2010


A notícia mais esperada da Fórmula 1 foi, enfim, confirmada nesta quarta-feira. Fernando Alonso foi oficialmente anunciado como piloto da Ferrari. A eqipe fez o comunicado por meio de seu site.

"A Scuderia Ferrari anuncia que chegou a um acordo com o piloto Fernando Alonso. O contrato cobre três temporadas, começando em 2010", diz o primeiro parágrafo.

A equipe confirma que seus pilotos para a próxima temporada serão o espanhol, Felipe Massa e o italiano Giancarlo Fisichella, que será o reserva. Kimi Raikkonen deixará o time.

- Estamos orgulhosos em receber outro piloto vencedor, que demonstrou talento incrível ao conquistar dois títulos mundiais até agora. É claro, queremos agradecer a Kimi por tudo que fez em seu tempo na Ferrari - diz Stefano Domenicali, chefe da equipe, no texto.

Segundo a Ferrari, a saída do piloto finlandês, que tinha contrato até o fim de 2010, foi de comum acordo.

- Estou triste por deixar um time em que passei três anos fantásticos e venci muitas corridas. Sempre me senti em casa e terei muitas lembranças felizes do meu tempo na equipe - diz Raikkonen, no mesmo comunicado.

Piloto mais bem pago da Fórmula 1

Segundo a rádio espanhola Cadena SER, Alonso receberá € 25 milhões (cerca de R$ 65 milhões) anuais por cinco temporadas.

Se o valor corresponder à realidade, Alonso pode se tornar o piloto mais bem pago da categoria, título que pertence atualmente a Kimi Raikkonen. O finlandês recebe da Ferrari, anualmente, pouco mais de € 30 milhões (cerca de R$ 78 milhões), mas, se os boatos se confirmarem, Raikkonen está de saída para a McLaren, que lhe pagará "apenas" € 20 milhões por ano (R$ 52 milhões).

A Ferrari, no entanto, divulgou, nesta quarta, que o salário de Alonso não será tão alto quanto o que vem sendo especulado.

- Muito se falou sobre a chegada de Fernando Alonso, mas muito mais sobre o quanto o piloto espanhol vai receber e os detalhes de seu contrato com a Scuderia Ferrari. Os números divulgados não têm absolutamente coisa alguma a ver com a realidade. É fácil escrever números, esquecendo que o mundo mudou recentemente - diz o comunicado.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Veja a Classificação do Mundial

Classificação dos Construtores

Posição Equipe Pontos
1 Brawn-Mercedes 153
2 RBR-Renault 110,5
3 Ferrari 62
4 McLaren-Mercedes 59
5 Toyota 46,5
6 Williams-Toyota 30,5
7 Renault 26
8 BMW Sauber 21
9 Force India-Mercedes 13
10 STR-Ferrari 5

Classificação dos Pilotos

Posição Piloto País Equipe Pontos
1 Jenson Button ING Brawn-Mercedes 84
2 Rubens Barrichello BRA Brawn-Mercedes 69
3 Sebastian Vettel ALE RBR-Renault 59
4 Mark Webber AUS RBR-Renault 51,5
5 Kimi Raikkonen FIN Ferrari 40
6 Lewis Hamilton ING McLaren-Mercedes 37
7 Nico Rosberg ALE Williams-Toyota 30,5
8 Fernando Alonso ESP Renault 26
9 Timo Glock ALE Toyota 24
10 Jarno Trulli ITA Toyota 22,5

Confira a Classificação do GP de Cingapura

1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 61 voltas em 1h56min06s337
2 - Timo Glock (ALE/Toyota) - a 9s634
3 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - a 16s624
4 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - a 20s261
5 - Jenson Button (ING/Brawn GP) - a 30s015
6 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP) - a 31s858
7 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - a 36s157
8 - Robert Kubica (POL/BMW) - a 55s054
9 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - a 56s054
10 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - a 58s892
11 - Nico Rosberg (ALE/Williams) - a 59s777
12 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - a 1min13s009
13 - Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - a 1min19s890
14 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - a 1min33s502

Não completaram:

Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - na volta 48
Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 48
Mark Webber (AUS/Red Bull) - 46
Adrian Sutil (ALE/Force India) - 24
Nick Heidfeld (ALE/BMW) - 20
Romain Grosjean (FRA/Renault) - 4

Título de 2009 desempatará duelos entre brasileiros e britânicos na Fórmula 1

O resultado de 2009 vai desempatar os confrontos diretos entre pilotos brasileiros e britânicos na F-1.

Até hoje, representantes dos dois países estiveram envolvidos na briga pelo mesmo campeonato por seis vezes: 1972, 1973, 1986, 1987, 1991 e 2008. Cada nação conquistou três títulos. O capítulo mais recente desta história foi a derrota de Felipe Massa em casa para Lewis Hamilton.

Antes, o Brasil havia vencido os dois confrontos anteriores, com Ayrton Senna superando Nigel Mansell em 1991 e Nelson Piquet ganhando do mesmo britânico em 1987, quando era inclusive companheiros de equipe dele na Williams, situação parecida com a vivida por Jenson Button e Rubens Barrichello.

Nigel Mansell havia levado a melhor no ano anterior, em 1986, superando dois brasileiros de uma vez só, deixando para trás Ayrton Senna e Nelson Piquet. As disputas mais antigas, de 1972 e 1973, tiveram como protagonistas Emerson Fittipaldi e o escocês Jackie Stewart.

O brasileiro ganhou a primeira disputa direta, mas levou o troco do britânico no ano seguinte. O curioso é que todos os representantes do Brasil foram chefiados por britânicos nessas conquistas: Emerson Fittipaldi corria para Colin Chapman, Nelson Piquet para Frank Williams e Ayrton Senna para Ron Dennis.

Rubens Barrichello lamenta problemas: 'O safety car atrapalhou a minha estratégia'

Sexto colocado no GP de Cingapura, uma posição atrás do rival Jenson Button, Rubens Barrichello lamentou os problemas na corrida. O brasileiro começou bem, ganhou duas posições na largada, mas a entrada do safety car, por causa do acidente entre Adrian Sutil e Nick Heidfeld, estragou a corrida do piloto da Brawn GP. Ele perdeu toda a vantagem que tinha construído.

- A largada foi ótima. Fiz o que precisava, que era buscar posições. Na primeira volta já era o sétimo. O Jenson precisava passar o (Kazuki) Nakajima e eu, o (Robert) Kubica. Esta meta foi atingida, mas o safety car atrapalhou a minha estratégia. Quando ele entrou, eu estava do outro lado da pista e perdi toda a vantagem para quem vinha atrás. Tinha o Kubica, o (Mark) Webber e o (Heikki) Kovalainen entre eu e o Button. Com a bandeira amarela, fiquei apenas com o finlandês - diz Barrichello.

O brasileiro disse que conseguiu reconstruir a vantagem que precisava para voltar à frente de Button no segundo trecho da prova. Só que um problema no segundo pit stop de Barrichello terminaria por atrapalhar sua corrida. O câmbio não entrou em ponto-morto e o sistema para impedir o motor de morrer (anti-stall) não funcionou. O carro apagou e ele perdeu segundos preciosos nos boxes.

- Era o que dava para fazer no segundo trecho. O carro não rendia o que esperávamos, mas a minha estratégia era para abrir sete segundos para o Button e fiz isso. No segundo pit stop, o ponto-morto não entrou, o giro baixou e, na hora que tinha de entrar o anti-stall, que me atrapalhou em outras corridas, não funcionou. O motor apagou e eu perdi dez segundos.

Hamilton vence, e Button chega na frente de Barrichello em Cingapura

Com um desempenho excepcional desde a largada, Lewis Hamilton venceu o GP de Cingapura, disputado no circuito de rua de Marina Bay. O inglês conseguiu seu segundo triunfo no ano ao liderar quase toda a corrida e deixar Timo Glock, da Toyota, na segunda posição, mais de nove segundos atrás. Fernando Alonso, da Renault, completou o pódio, em uma corrida para tentar esquecer os escândalos em que a equipe francesa se meteu nas últimas semanas.

Sebastian Vettel, da RBR, ficou na quarta posição, seguido por Jenson Button, da Brawn GP. O líder do campeonato superou Rubens Barrichello na tática de pit stops e aumentou a vantagem sobre o brasileiro, que chegou em sexto, para 15 pontos com apenas três provas para o fim da temporada - Japão, Brasil e Emirados Árabes. Ele precisa tirar cinco pontos do companheiro de equipe por corrida.

Heikki Kovalainen, da McLaren, chegou na sétima posição. O finlandês não conseguiu se utilizar do Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers) de forma eficiente durante a corrida e foi amplamente superado pelo companheiro de equipe, que venceu a prova. Robert Kubica, da BMW Sauber, completou a zona de pontuação em Cingapura, com o oitavo lugar.

A próxima corrida da temporada, a antepenúltima de 2009, será o GP do Japão, que será disputado no tradicional circuito de Suzuka, no dia 4 de outubro. A pista retorna à Fórmula 1 após duas temporadas com corridas em Fuji. Barrichello está 15 pontos atrás de Button e precisará urgentemente de um bom resultado. Além deles, apenas Sebastian Vettel ainda tem chances de título, ainda que muito remotas.

sábado, 26 de setembro de 2009

Confira o Grid de Largada GP Cingapura

1 Lewis Hamilton McLaren
2 Sebastian Vettel Red Bull
3 Nico Rosberg Williams
4 Mark Webber Red Bull
5 Fernando Alonso Renault
6 Robert Kubica BMW
7 Heikki Kovalainen McLaren
8 Nick Heidfeld BMW
9 Timo Glock Toyota
10 Rubens Barrichello Brawn GP
11 Kazuki Nakajima Williams
12 Jenson Button Brawn GP
13 Kimi Raikkonen Ferrari
14 Sébastien Buemi Toro Rosso
15 Jarno Trulli Toyota
16 Adrian Sutil Force India
17 Jaime Alguersuari Toro Rosso
18 Giancarlo Fisichella Ferrari
19 Romain Grosjean Renault
20 Vitantonio Liuzzi Force India

* Barrichello perdeu 5 posições no grid por ter trocado o câmbio. Ficou em 5° no Qualifying, mas largará na 10ª colocação.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Confira o calendário para a temporada 2010 da Fórmula 1

14/3 - GP do Bahrein (Sakhir)
28/3 - GP da Austrália (Melbourne)
04/4 - GP da Malásia (Sepang)
18/4 - GP da China (Xangai)
09/5 - GP da Espanha (Barcelona)
23/5 - GP de Mônaco (Monte Carlo)
30/5 - GP da Turquia (Istanbul Park)
13/6 - GP do Canadá (Montreal)*
27/6 - GP da Europa (Valência)
11/7 - GP da Inglaterra (Donington Park ou Silverstone)
25/7 - GP da Alemanha (Hockenheim)
01/8 - GP da Hungria (Hungaroring)
29/8 - GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
12/9 - GP da Itália (Monza)
26/9 - GP de Cingapura (Cingapura)
03/10 - GP do Japão (Suzuka)
17/10 - GP da Coreia do Sul (Yeongam)
31/10 - GP dos Emirados Árabes (Abu Dhabi)
14/11 - GP do Brasil (Interlagos)

Confira as decisões do Conselho Mundial da FIA sobre o caso

- Renault
O Conselho Mundial confirmou a Renault culpada pelas gravíssimas infrações no GP de Cingapura de 2008, que colocaram em risco a integridade do esporte, além de ameaçar as vidas do público, dos comissários, dos outros pilotos e do próprio Nelsinho Piquet. A equipe francesa seria banida, mas a colaboração nas investigações e a saída dos envolvidos, atenuaram a pena. A Renault foi suspensa até o fim de 2011, mas o Conselho Mundial só ativará a punição em caso de uma infração comparável a essa neste período. Além disso, a montadora ajudará no trabalho de segurança da FIA nos próximos anos.

- Flavio Briatore

O dirigente foi banido da Fórmula 1 e todas as competições reguladas pela FIA. Briatore não poderá sequer acessar áreas sob jurisdição da FIA. Além disso, a entidade não renovará a superlicença de nenhum piloto que seja empresariado por Briatore ou por empresas que tenham ligações com o italiano. A punição severa foi aplicada por causa da cumplicidade do ex-chefe da Renault, além da insistência em negar suas ações, apesar de todas as provas.

- Pat Symonds
O dirigente foi suspenso da Fórmula 1 e todas as competições reguladas pela FIA por um período de cinco anos. Durante este período, Symonds não poderá sequer acessar áreas sob jurisdição da FIA. Ele recebeu esta punição um pouco menos pesada porque admitiu que fez parte da conspiração e disse "ter eterna vergonha" da participação no incidente.

- Nelsinho Piquet
O brasileiro teve sua imunidade confirmada pelo Conselho Mundial e não será punido pela participação na conspiração. A FIA concedeu esta benesse por Nelsinho ter entregue as provas e colaborado com as investigações.

- Fernando Alonso
O Conselho Mundial agradeceu a cooperação de Alonso nas investigações da FIA e por ter comparecido à reunião desta segunda-feira. A entidade chegou à conclusão de que o espanhol não estava envolvido na conspiração.

Briatore é banido, e Renault recebe suspensão condicional de dois anos

Após o término da reunião do Conselho Mundial de Esporte a Motor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Flavio Briatore foi banido da Fórmula 1 e do automobilismo pelo caso da armação no GP de Cingapura de 2008. A Renault, ex-equipe do dirigente, recebeu uma suspensão de dois anos, mas com sursis: ou seja, o time não cumprirá a punição, a não ser que cometa outra infração grave ao regulamento. Fernando Alonso foi inocentado e Nelsinho Piquet escapou de uma punição por ter colaborado com as investigações.

- Estou aliviado que a investigação da FIA tenha sido concluída. Eu me arrependo amargamente por minha atitude de seguir a ordem que recebi. Penso todo dia que não deveria ter feito isso. Não espero que isto seja esquecido ou perdoado. Tenho consciência de que terei que começar minha carreira do zero, mas tenho esperanças de que uma equipe reconheça o quão pressionado fui na Renault e me dê uma chance - diz Nelsinho, em comunicado oficial nesta segunda-feira.

Briatore, que saiu da Renault no dia 16 de setembro, não poderá ter mais nenhum envolvimento com a categoria e terá de abandonar o posto de empresário de pilotos na F-1. Ele trabalha atualmente com Fernando Alonso, Mark Webber, Heikki Kovalainen e Romain Grosjean. Pat Symonds, diretor de engenharia, foi suspenso por cinco anos de quaisquer competições organizadas pela FIA.

A equipe Renault admitiu que a equipe conspirou com seu piloto Nelsinho Piquet para causar um acidente deliberado no GP de Cingapura de 2008, infringindo o Código Esportivo Internacional e o Regulamento Esportivo da Fórmula 1. Compareceram à reunião os pilotos Nelsinho Piquet, Fernando Alonso e Bernard Rey, presidente da equipe Renault.